O deputado estadual Max Russi (Podemos) afirmou que a definição sobre o apoio do partido ao governo nas eleições de 2026 será tomada coletivamente pelo seu grupo político, e não de forma individual. Durante entrevista ao vivo na TV Cuiabá (canal 11.1), no programa Resumo do Dia, o parlamentar destacou que a legenda adotará um critério programático, avaliando as propostas de cada pré-candidato antes de selar qualquer aliança majoritária.
Apesar da cautela, Russi admitiu que a tendência natural da sigla é manter a coerência ideológica e caminhar junto à base política do ex-governador Mauro Mendes (União). Russi argumentou ainda que a política de fechamento das coligações ainda não começou.
“O Podemos está aguardando começar as conversas…ainda não começou a conversa política de fechamento de coligação. Agora é esperar os candidatos majoritários iniciar essa conversa”, disse.
“Não vai ser o deputado Max que vai decidir para onde vamos caminhar, serão 25 candidatos a estadual, nove candidatos a deputado federal, 29 prefeitos que nós temos dentro do partido e as nossas lideranças comunitárias, religiosas. Vamos ouvir todo o partido e é isso que vai decidir o encaminhamento do Podemos”, declarou Russi.
O presidente da ALMT e líder do Podemos enfatizou que o partido não fechará acordos às cegas, ou seja, que a sigla pretende sabatinar e analisar detalhadamente o plano de governo de cada postulante ao Palácio Paiaguás. O objetivo é garantir que o projeto escolhido esteja alinhado com as prioridades de desenvolvimento econômico e social defendidas pela agremiação.
“Buscamos um plano de governo viável e preparado para os próximos quatro anos em Mato Grosso. Queremos saber qual é o compromisso do próximo governador com moradia popular, por exemplo, que é algo que interessa muito o Podemos, o que o governo pensa do municipalismo, em termos dos repasses do Fethab, muitos prefeitos reclamam do Fethab que perderam. São uma série de pontos importantes, citei apenas dois”, disse Russi na TV Cuiabá.
Sobre a tendência de caminhar com o grupo de Mendes, Russi disse que “nós temos trabalhado junto com o grupo do governador Mauro Mendes, o vice-governador Otaviano Pivetta é pré-candidato, ainda não temos candidato, e a tendência do Podemos é caminhar nessa direção. Agora, lógico que vai depender da gente conversar com todo mundo, os companheiros, sentar na mesa, ver as ideias e as propostas, para definir o apoio do partido”, completou o líder do Podemos em Mato Grosso.
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