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Max Russi defende cobrança à empreiteiras e reforço na fiscalização após desgaste em rodovia I MT

O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, Max Russi (Podemos), afirmou que as empresas responsáveis pela pavimentação da MT-170, antiga BR-174, devem ser acionadas para corrigir eventuais falhas constatadas na rodovia.

A declaração ocorre em meio ao aumento das críticas sobre as condições da estrada, que voltou a ser alvo de questionamentos mesmo após a conclusão das obras.

O assunto ganhou repercussão nos últimos dias depois que o senador Wellington Fagundes (PL), que se coloca como pré-candidato ao Governo do Estado, apontou problemas na pista e citou investigações conduzidas pelo Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) para verificar possíveis irregularidades relacionadas ao empreendimento.

Ao comentar o caso, Russi destacou que os contratos preveem garantia para a execução dos serviços e que cabe ao Estado exigir das construtoras os reparos necessários caso sejam identificados defeitos. “O que precisa ser feito é cobrar quem executou a obra. Se aparecerem problemas, a empresa tem a obrigação de corrigir. Não pode ficar dessa forma”, afirmou.

O parlamentar ressaltou que a realidade da MT-170 era muito diferente antes da pavimentação. Segundo ele, o trecho enfrentava dificuldades históricas, especialmente durante o período chuvoso, quando motoristas frequentemente encontravam obstáculos para trafegar pela região.

Apesar de considerar que a intervenção representou um avanço importante para os municípios atendidos pela rodovia, Russi avaliou que isso não elimina a necessidade de responsabilização caso a qualidade da obra esteja abaixo do esperado.

A MT-170 conecta os municípios de Castanheira, Juruena e Colniza e passou para a gestão estadual em 2022, quando o Governo de Mato Grosso assumiu a execução da pavimentação para acelerar a conclusão do projeto.

Para o presidente da Assembleia, o acompanhamento do caso deve continuar sendo feito pelos órgãos de controle. Ele defendeu que tanto o TCE quanto o Legislativo mantenham a fiscalização sobre a situação da estrada, enquanto o governo avalia as medidas cabíveis.

As críticas à rodovia também provocaram reação do ex-governador Mauro Mendes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, ele rebateu as declarações de Wellington Fagundes e atribuiu os problemas históricos da estrada ao período em que o trecho permanecia sob responsabilidade da União.

Segundo Mauro, durante anos foram mantidos contratos de manutenção sem que houvesse uma solução definitiva para os problemas enfrentados pelos usuários da rodovia, cenário que, segundo ele, começou a mudar após a estadualização da via.

O Noroeste

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