Segundo a ação, o posto do Indea no Distrito Industrial de Cuiabá foi fechado em 21 de maio. — Foto: MPMT
O Ministério Público de Mato Grosso pediu à Justiça a reabertura do Posto de Identificação de Madeira do Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea), em Cuiabá, e a volta do Certificado de Identificação de Madeira (CIM), extinto pela Lei Complementar nº 843/2026. A ação civil pública foi protocolada na última sexta-feira (26) pelo promotor de Justiça Joelson de Campos Maciel.
No pedido, o MP aponta risco de enfraquecimento da fiscalização ambiental e de aumento das fraudes no transporte de produtos florestais, além de atribuir à causa o valor de R$ 1 milhão.
A reportagem entrou em contato com o Indea, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
Segundo a ação, o posto do Indea no Distrito Industrial de Cuiabá foi fechado em 21 de maio. Com isso, foram encerradas as perícias que verificavam se a espécie de madeira transportada correspondia às informações declaradas nos documentos fiscais e ambientais.
Para o Ministério Público, a medida representa um retrocesso na proteção ambiental e reduz a capacidade do estado de combater o transporte de madeira de origem ilegal.
Na ação, o órgão questiona a constitucionalidade da lei sancionada pelo Governo de Mato Grosso em maio deste ano. A norma revogou a exigência de identificação científica das cargas de madeira e substituiu o sistema por um modelo de fiscalização por amostragem, baseado em critérios de risco.
Segundo o MPMT, a substituição da fiscalização presencial pela análise documental reduz a eficiência do controle e pode facilitar fraudes envolvendo espécies florestais de maior valor comercial. Por isso, o órgão pede que a Justiça determine, em caráter de urgência, a retomada das atividades do posto e da inspeção física das cargas.
O Ministério Público também solicita uma decisão liminar para obrigar o estado e o Indea a reabrirem o Posto de Identificação de Madeira em até cinco dias. O pedido inclui o retorno dos servidores responsáveis pelas perícias técnicas e a retomada da emissão do Certificado de Identificação de Madeira (CIM).
Caso a determinação seja descumprida, o órgão pede a aplicação de multa diária de R$ 20 mil. O valor seria destinado ao Fundo Estadual do Meio Ambiente (Femam).
Durante as buscas, policiais receberam a informação de que um homem sem camisa havia saído…
Policiais militares do 10º Batalhão prenderam em flagrante um homem, de 41 anos, por furto…
Programa Estudante Cidadão do Futuro envolveu 20 escolas, impactou mais de 3 mil alunos e…
Com auxílio do programa Vigia Mais MT, três foragidos da Justiça foram capturados pelas forças…
Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, de 72 anos, chegou a ser socorrida por…
A aposentada Maria da Glória Pereira da Silva Fávaro, 72, morreu no domingo (31) após…