O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, reafirmou as críticas sobre as condições da MT-249. Para o conselheiro, não importa quando a obra foi executada e sim que a estrada apresenta falhas graves que colocam vidas em risco.
Segundo o presidente, não importa se a rodovia foi construída há 20 anos ou recentemente. “Não importa quem fez, quando fez, importa que fizeram errado, sem acostamento, gerando risco para os motoristas”, afirma Sérgio Ricardo.
O presidente do TCE-MT destacou que, embora a pista tenha recebido serviços de manutenção e apresente aparência de nova, os problemas estruturais permanecem. Entre eles, citou a ausência de acostamento em diversos trechos e desníveis que chegam a quase um metro entre a pista e a lateral da rodovia.
Para o presidente, a melhoria visual da estrada pode transmitir uma falsa sensação de segurança aos motoristas. “Existe uma maquiagem que faz a rodovia parecer nova. Isso aumenta a confiança de quem trafega pelo local e passa a impressão de que se trata de uma pista moderna e segura, quando os defeitos continuam presentes”, declarou.
O conselheiro reforçou ainda que sua manifestação não atribui a falta de acostamentos aos serviços recentes de microrrevestimento executados pela Sinfra. Segundo ele, o foco da discussão deve ser a necessidade de corrigir problemas que afetam a segurança viária e podem contribuir para a ocorrência de acidentes.
“A preocupação é com a preservação da vida. Acidentes e mortes não são justificados pela idade da obra. O que importa é que existem falhas que precisam ser corrigidas para garantir mais segurança aos usuários da rodovia”, reforçou.
A inspeção na MT-249 foi realizada durante fiscalização in loco que o presidente e a equipe técnica do TCE-MT iniciaram nesta segunda-feira (1), ao longo das rodovias que cortam Campo Novo do Parecis, Brasnorte, Juína, Castanheira e Juruena.
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