O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta quarta-feira (3/6) que o Brasil continuará ampliando suas relações comerciais com outros países para reduzir a dependência do mercado norte-americano. A declaração foi feita durante uma reunião ministerial no Palácio do Planalto, em meio ao aumento das tensões comerciais entre Brasil e Estados Unidos.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”
disse o presidente aos ministros
O movimento ocorre após o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugerir a aplicação de tarifas de até 25% sobre parte dos produtos brasileiros exportados ao país. A recomendação faz parte de uma investigação aberta durante o governo do presidente Donald Trump sobre supostas práticas comerciais consideradas desleais.
Entre os pontos citados pelo relatório está o Pix, sistema de pagamentos instantâneos criado pelo Banco Central. O documento afirma que o modelo brasileiro prejudicaria empresas norte-americanas do setor de pagamentos eletrônicos, como operadoras de cartões de crédito e plataformas digitais. Entre as companhias mencionadas estão Mastercard, Visa e WhatsApp Pay.
A crítica ocorre em um momento em que o Pix se consolidou como um dos principais meios de pagamento utilizados pelos brasileiros e passou a competir diretamente com serviços privados nacionais e internacionais.
Segundo Lula, a decisão dos Estados Unidos surpreende porque os dois países mantinham negociações em andamento para tratar da relação comercial bilateral.
O presidente lembrou que, durante encontro realizado na Casa Branca em maio, havia sido estabelecido um prazo de 30 dias para a construção de um acordo sobre as divergências comerciais.
Na ocasião, Lula apresentou documentos ao governo norte-americano para demonstrar que a relação comercial tem sido favorável aos Estados Unidos. De acordo com o presidente, os norte-americanos acumularam um superávit de aproximadamente US$ 415 bilhões nas trocas comerciais com o Brasil ao longo dos últimos 15 anos.
Em meio ao cenário de incerteza, Lula confirmou que participará da próxima reunião do G7, prevista para este mês na França. O encontro reúne os líderes de Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil participará como país convidado pelo presidente francês, Emmanuel Macron.
A expectativa do governo é aproveitar o evento para fortalecer o diálogo com parceiros internacionais e ampliar oportunidades comerciais em outros mercados.
Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) apontam que as medidas sugeridas pelo USTR podem atingir cerca de 21% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos.
O governo brasileiro e empresas potencialmente afetadas terão até 15 de julho para apresentar manifestações sobre o relatório norte-americano. Após esse prazo, os Estados Unidos poderão decidir pela adoção de medidas comerciais contra o Brasil.
Enquanto isso, a estratégia do governo é intensificar a diversificação de mercados e reduzir os impactos de uma eventual escalada nas barreiras comerciais impostas pelos norte-americanos.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil
O governador e candidato à reeleição, Otaviano Pivetta (Republicanos), foi o único postulante à disputa…
O estado de Mato Grosso passará por grandes oscilações climáticas neste fim de semana. Para…
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) prepara uma nova rodada de convocações do concurso…
O presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT), deputado estadual Max Russi (Podemos), destacou…
Futebol Interior - Depois de oscilar e ter tido uma sequência negativa com três jogos…
O programa eleitoral do candidato ao Governo de Mato Grosso Wellington Fagundes (PL), exibido na…