O ex-governador Mauro Mendes lançou, na noite desta terça-feira (23), sua pré-candidatura ao Senado Federal e defendeu, como eixo central de sua campanha, o endurecimento da legislação brasileira.
O evento, realizado no Vivans Complexo de Eventos, em Cuiabá, também marcou o lançamento da pré-candidatura de sua esposa, Virginia Mendes à Câmara Federal.
À imprensa, Mendes citou experiências da própria gestão como governador, como a concessão para duplicação da BR-163, o início da construção de seis hospitais estaduais e a recuperação fiscal de Mato Grosso, que, segundo ele, alcançou nota máxima no Tesouro Nacional.
“Não é só pelo que nós fizemos que eu vou me colocar à disposição da sociedade, mas acima de tudo com vontade de trabalhar e contribuir com o Congresso Nacional. Muitas vezes eu me pronunciei dizendo: as leis são frouxas, não só na segurança pública, mas na administração pública. Se você não tem regras claras, o jogo fica confuso”, disse.
“O País, hoje, carece de uma revisão profunda na legislação brasileira para prestar um serviço melhor para sociedade. E é com esse espírito que eu vou me apresentar, fazer um bom debate nos próximos dias de pré-campanha”, completou.
Mendes ainda defendeu modificação no Judiciário brasileiro e também sinalizou alinhamento com pautas defendidas por setores bolsonaristas ao comentar a possibilidade de impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), caso eleito ao Congresso Nacional.
“Não é possível que o STF fique julgando se um traficante vai sair ou não da cadeia. Isso não é papel da suprema corte de nenhuma democracia evoluída. O Supremo tem que cuidar de princípios maiores da nossa Constituição e não ficar entrando nisso. É uma das mudanças que precisamos fazer. E ninguém, absolutamente ninguém, pode estar acima da lei”, disse.
“Qualquer um que cometer uma infração devidamente comprovada, passado pelo processo legal, tem que sofrer as consequências da lei. Seja ele ministro do Supremo, seja ele governador, ou presidente da Republica”, completou.
Em defesa de uma aplicação mais incisiva da legislação, Mendes lembrou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) está preso e que o atual presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), também já esteve preso.
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