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Aliança nacional pode sacrificar Wellington Fagundes e entregar apoio do PL a Pivetta em MT

O tabuleiro político de Mato Grosso voltou a balançar e quem pode sair como principal vítima é o senador Wellington Fagundes (PL). Depois de meses apostando no respaldo do grupo Bolsonaro para consolidar sua pré-candidatura ao Governo do Estado, o liberal vê o cenário mudar com a negociação nacional entre PL e Republicanos, que pode desmontar sua estratégia eleitoral.

Nos bastidores de Brasília, o Republicanos colocou uma condição para embarcar na candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro (PL-RJ): que o PL apoie candidatos da legenda em estados estratégicos. Entre eles está Mato Grosso, onde o partido quer o apoio formal à candidatura à reeleição do governador Otaviano Pivetta (Republicanos).

Caso o acordo avance, Wellington pode ficar sem o principal ativo político que esperava para a campanha: o apoio do bolsonarismo. O movimento representa uma reviravolta para o senador, que vinha trabalhando para se apresentar como o nome de Bolsonaro no Estado, enquanto disputava espaço com Pivetta.

A crise ganha ainda mais peso porque não é a primeira vez que Wellington vê seu projeto ameaçado pela direção nacional do PL. Em 2025, a cúpula do partido já havia sinalizado preferência por Pivetta, decisão que contou com o aval de Jair Bolsonaro e do presidente nacional da legenda, Valdemar Costa Neto. Na ocasião, Wellington resistiu, afirmou que manteria sua candidatura e alegou liderar pesquisas internas.

Agora, o novo acordo nacional recoloca o senador em uma posição delicada. Se o PL precisar sacrificar palanques estaduais para garantir uma aliança robusta para Flávio Bolsonaro na disputa pelo Planalto, Mato Grosso aparece entre os estados que podem entrar na mesa de negociação.

As conversas também envolvem a possibilidade de a ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, filiada ao Republicanos, integrar a chapa de Flávio como candidata a vice-presidente. Apesar disso, o nome enfrenta resistência dentro do próprio partido por ser recém-filiada e ainda não ter forte interlocução com a direção nacional.

Oficialmente, nada muda. Nos bastidores, porém, a avaliação é de que Wellington pode ser um dos primeiros a pagar a conta caso o acordo entre PL e Republicanos avance.

 

O Noroeste

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