Roberto Zampieri, de 57 anos, foi assassinado no dia 5 de dezembro de 2023, em Cuiabá — Foto: Reprodução
O Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) pediu que a Justiça decrete a prisão preventiva de Peterson Venites Komel Júnior, Salézia Maria Pereira de Oliveira e Mario Jorge Bucater, denunciados por integrar uma organização criminosa investigada pelo assassinato do advogado Roberto Zampieri, em Cuiabá. O pedido foi apresentado pelo Núcleo de Defesa da Vida por meio de recurso contra a decisão que negou a medida anteriormente.
A reportagem tenta localizar a defesa dos citados.
Segundo a denúncia do MPMT, as investigações apontaram a existência de uma organização criminosa estruturada, supostamente liderada por Etevaldo Luiz Caçadini de Vargas. O grupo teria sido contratado por Aníbal Manoel Laurindo e Elenice Ballarotti Laurindo para executar Roberto Zampieri devido a uma disputa patrimonial envolvendo uma fazenda avaliada em cerca de R$ 100 milhões. Nove pessoas foram denunciadas.
Embora não sejam acusados de participação direta no homicídio, Peterson, Salézia e Mario Bucater respondem pela suposta integração ao grupo criminoso. Conforme o Ministério Público, Peterson teria atuado na aquisição de armas, monitoramento de alvos e recrutamento de integrantes.
Já Salézia e Mario Bucater teriam prestado apoio financeiro à organização, com a finalidade de garantir o silêncio dos executores e dificultar a identificação dos mandantes do crime.
No recurso, o MPMT argumentou que a prisão preventiva é necessária para garantir a ordem pública e preservar a instrução criminal. Os promotores afirmam que há elementos que indicam a participação dos três denunciados na estrutura da organização, apontada como um grupo com divisão de tarefas e voltado à prática de homicídios sob encomenda.
A medida é assinada pelos promotores de Justiça Samuel Frungilo, da 21ª Promotoria Criminal de Cuiabá, Vinícius Gahyva Martins, da 1ª Promotoria Criminal, e Élide Manzini de Campos, da 2ª Promotoria Criminal.
Roberto Zampieri morreu após ser atingido por 10 tiros dentro do veículo, em frente ao escritório onde exercia a profissão, em Cuiabá, no fim de 2023. Imagens de câmeras de segurança registraram o momento em que o suspeito, usando boné, se aproximou e efetuou os disparos pelo vidro do passageiro antes de fugir.
Segundo a Polícia Civil, o atirador aguardou cerca de uma hora pela saída da vítima e utilizou uma caixa revestida com plástico para esconder a arma e possivelmente reduzir o barulho dos disparos. O delegado Nilson Farias informou ainda que Zampieri possuía um veículo blindado há mais de cinco anos, mas não utilizava o recurso no momento do crime.
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