Vereador Laércio Noberto Júnior (PL) — Foto: Reprodução
A Câmara de Vereadores de Barra do Bugres (MT) instalou, nesta segunda-feira (27), uma sessão de julgamento responsável por conduzir o processo político-administrativo que pode resultar na cassação do mandato do vereador Laércio Norberto Júnior. Preso em abril deste ano por suspeita de violência doméstica contra uma ex-servidora da Casa, o parlamentar é investigado por suposta quebra de decoro parlamentar.
Segundo o documento que instaurou o processo, a denúncia foi apresentada por um morador e aponta a suposta prática de infrações político-administrativas e quebra de decoro parlamentar por parte do vereador, pelo suposto caso de violência doméstica o qual ele é investigado. Os detalhes da denúncia não foram divulgados.
A Câmara Municipal informou a imprensa que a votação já foi iniciada, mas só deve terminar nesta terça-feira (28).
A comissão é formada pelos vereadores Natanael de Moraes Almeida Júnior (PL), que presidirá os trabalhos, Ivonilson Pereira Prado (Republicanos), relator do processo, e Donizete Martins Pereira (PRTB), como membro.
Laércio, conhecido como Júnior Chaveiro, está afastado das atividades desde abril deste ano e agora tenta retomar o cargo. No dia 14 deste mês, ele foi solto após a vítima retirar a denúncia de agressão.
Em abril deste ano, uma ex-servidora, que exercia o cargo de Coordenadora Administrativa da Câmara Municipal desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador por violência doméstica. À época, ele se apresentou na delegacia e foi preso.
A investigação criminal continuou, no entanto, a mulher pediu a revogação da medida protetiva e foi exonerada do cargo cerca de um mês depois da retirada. Após o arquivamento da medida, ela entrou na Justiça para tentar anular a demissão do cargo.
Na ação, a mulher alega que foi questionada por outros servidores pela decisão tomada e que, pouco mais de um mês depois, a atual presidente da Câmara pediu que ela mantivesse a medida protetiva para se manter no cargo. No entanto, diante da recusa, segundo ela, foi exonerada em 1° de junho.
Na época dos fatos, o vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que vai provar a inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após o evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque.
Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso.
À época, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar.
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