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Fávaro relembra falta de infraestrutura em MT como incentivo para entrar na política I MT

Em entrevista ao programa Resumo do Dia, da TV Cuiabá, o senador e presidente estadual do PSD, Carlos Fávaro, relembrou os primeiros anos de sua trajetória em Mato Grosso para explicar o que o motivou a ingressar na vida pública.

Ao recordar sua chegada a um assentamento em Lucas do Rio Verde, o parlamentar ressaltou como a falta de assistência estatal moldou sua visão política.

“Na minha casa, nossa geladeira era a gás. Pouco tempo depois que chegamos a Mato Grosso, eu percebi a ausência do Poder Público. Senti um Estado ausente, falta estrada, falta ponte, faltava energia elétrica, não tinha sequer uma linha de transmissão de energia elétrica. Isso só veio acontecer quando Jayme Campos foi governador, quando ele levou o linhão até o Norte de Mato Grosso”, disse.

Diante das dificuldades estruturais do interior do Estado, Fávaro destacou que a decisão de sair da posição de espectador e atuar no associativismo foi o ponto de virada para sua transição até o meio político.

“A gente começou a entender que podia enfrentar isso, sair do ostracismo. Não adianta ficar só reclamando. Fui presidente de associação, de cooperativa e cheguei à vida pública. Ao chegar na vida pública, eu não poderia deixar esse passado pra trás”, emendou o senador.

Com o avanço de sua carreira, o parlamentar assumiu o comando do Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), posição que utilizou para defender uma postura republicana e focada no desenvolvimento regional. “Trabalhei muito, dediquei, tive a oportunidade de virar ministro da Agricultura, pra ser o senador de todos os mato-grossenses, pra ser o senador que trabalhou – independentemente de ser direita da esquerda, onde me tornei ministro”, afirmou.

Ao avaliar o momento político e o acirramento das disputas ideológicas no país, Fávaro defendeu que a entrega de resultados nos municípios deve se sobrepor ao radicalismo. “Não tem problema a polarização, o grande problema é a intolerância das pessoas. E eu procurei superar essa intolerância ganhando respeito com muito trabalho”, declarou o parlamentar.

Por fim, o ministro enfatizou suas entregas aos municípios mato-grossenses em parceria com o Governo Federal como reflexo de sua atuação municipalista. “Eu me dediquei aos 142 municípios mato-grossenses. Eu me dediquei trazendo saúde, eu me dediquei trazendo equipamentos, máquinas pra todos os 142 municípios. Veículos para o transporte de pacientes, foi até um recorde no Brasil, mais de 400 veículos junto com o governo do presidente Lula pra todos os municípios do Estado”, concluiu Fávaro.

 

O Noroeste

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