A pecuária brasileira está a um passo de conquistar um dos mercados consumidores mais exigentes e rentáveis do mundo. Entre os dias 11 e 20 de agosto, uma missão de auditores da Coreia do Sul estará no Brasil para vistoriar de perto o sistema de produção e a qualidade sanitária dos frigoríficos de proteína animal.
A confirmação da visita veio durante encontro oficial em Brasília entre os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Lee Jae-myung. A liberação desse comércio destrava uma negociação que se arrastava há 17 anos e abre caminho para fortalecer os acordos do Mercosul na Ásia.
O que muda com a abertura do mercado
- Diversificação de clientes: Reduz a dependência das vendas para a China, que atualmente já opera perto do limite de cotas. A Coreia do Sul compra cerca de 600 mil toneladas de carne bovina por ano, mercado hoje dominado por EUA e Austrália.
Como funcionará a auditoria sanitária
- Vistoria em solo (11 a 20 de agosto): Fiscais da agência estatal de controle sanitário sul-coreana vão inspecionar pessoalmente fazendas e unidades de abate no país.
- Análise documental: Finalizada a visita presencial, o processo de habilitação entra em fase final apenas com a conferência da papelada técnica.
- Autorização final: Com o laudo aprovado, as plantas frigoríficas habilitadas recebem a permissão para embarcar os primeiros lotes de carne para o território sul-coreano.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Itatiaia


