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Pivetta defende aliados e questiona antecipação de operação da PF por adversários I MT

O governador Otaviano Pivetta (Republicanos) saiu em defesa dos aliados atingidos pela Operação Heritage, deflagrada pela Polícia Federal, e afirmou que os investigados vão conseguir provar a própria inocência. Pivetta também classificou como “estranho” o fato de adversários políticos terem antecipado a realização da operação.

A declaração foi dada nesta terça-feira (11), durante o anúncio da saída de Mauro Carvalho da Casa Civil. O ex-secretário foi um dos alvos da ação da PF.
Pivetta afirmou conhecer os integrantes do grupo investigado e disse confiar que as suspeitas serão esclarecidas.

“Tem esse processo que cita nomes de companheiros meus valorosos, que eu sinto por eles, por conhecê-los e por saber que não devem, e vai ficar provado. Eu acredito muito que nós vamos presenciar e vamos assistir isso novamente”, afirmou.

O governador também questionou o momento da operação e o fato de adversários políticos terem divulgado previamente informações sobre a ação. “Até agora não tem ninguém preso e o que é curioso e estranho é os adversários anunciarem isso, como anunciaram essa operação que aconteceu. Será que agora era realmente o momento de fazer? Fica a dúvida, mas vamos em frente”, declarou.

Ao defender os aliados, Pivetta relembrou que o ex-governador Mauro Mendes (União), seu candidato ao Senado, também foi alvo de uma operação da Polícia Federal.

Em 2014, quando era prefeito de Cuiabá, Mendes foi alvo da Operação Ararath. A PF cumpriu mandados de busca e apreensão em seu gabinete e em sua residência por causa de um empréstimo de R$ 3,4 milhões feito em 2012 com uma empresa de combustíveis investigada no esquema.

Após três anos de investigação, a PF e o Ministério Público Federal apresentaram manifestações favoráveis a Mendes. O caso acabou arquivado pela Justiça após a conclusão de que não havia irregularidades. “Mauro Mendes, em 2014, era prefeito de Cuiabá, sofreu uma operação parecida com essa também e depois foi inocentado”, disse Pivetta.

O governador também citou uma experiência pessoal ao falar sobre acusações sofridas no passado. “Eu já fui vítima de acusação e depois provei minha inocência. Infelizmente, na vida pública, a gente primeiro é condenado, mesmo não devendo nada, não tendo culpa nenhuma no cartório, somos condenados primeiro”, afirmou.

 

O Noroeste

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