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Produção de grãos cresce 2,4% no país, mas quedas no feijão e arroz ligam alerta de preços para o consumidor – O Mato Grosso


O campo brasileiro se prepara para bater novos recordes e injetar ainda mais força na economia nacional. A colheita de grãos na safra 2025/26 deve atingir a marca histórica de 360,8 milhões de toneladas, um avanço de 2,4% em relação ao ciclo passado. Isso significa que o país vai produzir 8,5 milhões de toneladas a mais de alimentos, impulsionado pela expansão das áreas de plantio e pela força das lavouras de soja.

Os dados foram confirmados pelo 11º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O mapa da safra e os motores do campo

O crescimento do setor agrícola é sustentado pelo aumento do espaço dedicado ao plantio, que chegou a 83,5 milhões de hectares (alta de 2,1%), com produtividade média estimada em 4.322 kg por hectare.

  • Soja (Carro-chefe): A produção do grão bateu recorde e deve alcançar 180,5 milhões de toneladas, consolidando a liderança do país no mercado global.
  • Milho: Chega a 143 milhões de toneladas, embora secas pontuais desde junho tenham prejudicado lavouras no nordeste da Bahia, Sergipe e Alagoas.
  • Algodão: Estimado em 5,8 milhões de toneladas em caroço (equivalente a 4,1 milhões de toneladas em pluma).

O cenário da cesta básica e das culturas de inverno

Apesar dos números astronômicos nas grandes commodities de exportação, itens cruciais para o prato do brasileiro e culturas de inverno registraram recuo de área e produção, mas sem risco de desabastecimento interno:

  • Arroz: Produção estimada em 11,1 milhões de toneladas. O volume caiu devido a uma redução de 14% na área plantada, mas segue suficiente para atender o consumo nacional.
  • Feijão: Colheita prevista em 3 milhões de toneladas (queda de 3,2% em relação à safra anterior), volume ajustado que garante a demanda do mercado doméstico.
  • Trigo: Teve o recuo mais acentuado, caindo 26,2% para 5,8 milhões de toneladas, reflexo de uma diminuição de 20,4% na área destinada ao cereal pelos produtores.

*Sob supervisão de Gene Lannes

Fonte: Agência Brasil

O Noroeste

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