Mato Grosso se manteve, por mais um ano seguido, entre os 10 Estados mais competitivos do Brasil, segundo a edição 2026 do relatório Ranking de Competitividade dos Estados, elaborado pelo Centro de Segurança Pública (CLP). O Estado mato-grossense subiu uma posição em relação a 2025 e alcançou o 9º lugar no ranking geral, que reúne as 27 unidades da Federação.
Conforme os resultados do relatório, Mato Grosso apresentou crescimento expressivo na Infraestrutura. O Estado subiu 11 posições e alcançou o quarto lugar do país, após apresentar bons resultados em indicadores como qualidade das rodovias, acesso à energia elétrica e custo de saneamento básico.
O CLP apontou que Mato Grosso alcançou o segundo lugar no pilar de Solidez Fiscal, que indica que o Estado é um dos melhores do país no cuidado do dinheiro público. Esta categoria avalia aspectos como capacidade de investimento, equilíbrio orçamentário e sustentabilidade das contas públicas.
O Estado também manteve sua terceira posição no pilar de Capital Humano, que avalia o nível de ocupação e qualificação do trabalhador mato-grossense. Segundo o relatório, o desempenho de Mato Grosso é favorecido pela baixa taxa de desemprego, principalmente das pessoas que estão há 2 anos ou mais sem ocupação, além da boa inserção econômica da população em idade para trabalhar, da qualificação dos trabalhadores e da formalidade do mercado de trabalho.
O relatório registrou também crescimento no pilar de Segurança Pública. Mato Grosso subiu sete posições e ficou no 15º lugar do ranking entre as 27 unidades da Federação, com melhora, entre alguns dos indicadores, em segurança pessoal, presos sem condenação e atuação da Justiça criminal.
Queda
O Ranking de Competividade também registrou quedas no pilar de Sustentabilidade Ambiental. Na 19ª posição, Mato Grosso apresentou recuo na avaliação dos serviços urbanos, da destinação inadequada do lixo e do tratamento de esgoto, que são geridos pelos municípios.
Houve queda também no pilar de Educação. No relatório deste ano, Mato Grosso ficou na 11ª posição, com queda nos indicadores de taxa de atendimento do ensino infantil, que é de competência municipal, e na taxa de frequência dos estudantes, tanto da rede pública quanto da privada. Apesar disso, o relatório registra evolução nos indicadores das notas do Índice do Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) e do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).
Os dados do Ranking de Competitividade já estão sendo analisados pelas secretarias responsáveis para planejamento das ações de melhoria dos indicadores no Estado.



