Uma pesquisa iniciada em outubro pretende revelar o peso econômico do turismo de observação da onça-pintada no Pantanal mato-grossense e identificar como os recursos gerados pela atividade chegam aos trabalhadores e às comunidades da região.
O estudo é desenvolvido pela Associação Nacional de Turismo de Observação de Vida Silvestre (TOVS) e pela WWF-Brasil, por meio do projeto “Transformando a onça-pintada em um ativo para o Pantanal”. A proposta é avaliar o potencial do segmento para movimentar negócios, gerar empregos e fortalecer a conservação ambiental.
O levantamento abrange 145 quilômetros entre a Transpantaneira e o Parque Estadual Encontro das Águas, área que se destaca pela presença de onças-pintadas e pela procura de turistas interessados na vida silvestre.
A primeira etapa de participação pública começou em 13 de outubro e segue até 9 de novembro, com questionários divulgados no site e nas redes sociais da iniciativa. A pesquisa busca reunir informações de visitantes e profissionais que atuam no setor, incluindo operadores turísticos, empresários da hospedagem e proprietários rurais.
Entre 18 e 22 de outubro, a equipe também realiza visitas a Porto Jofre e a outros pontos da Transpantaneira. A programação prevê conversas com moradores, guias, condutores, representantes do poder público e trabalhadores envolvidos diretamente com a atividade turística.
Um dos aspectos analisados é a disposição dos visitantes em pagar uma eventual taxa destinada à conservação ambiental. A pesquisa também pretende identificar como os ganhos econômicos são distribuídos entre os diferentes segmentos e quais medidas podem ampliar a participação das comunidades pantaneiras nos resultados.
Para a vice-presidente da Associação TOVS, Suzi Camargo, o desafio é compreender como o valor econômico da onça-pintada viva pode contribuir tanto para a preservação da espécie quanto para a melhoria das condições de vida de quem mora e trabalha na região.
O secretário adjunto de Turismo da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Luis Carlos Nigro, avalia que a participação dos empresários e demais profissionais é fundamental para identificar necessidades e orientar ações de desenvolvimento turístico em Mato Grosso.
Com conclusão prevista para março de 2027, o levantamento deverá fornecer informações para orientar decisões do poder público e da iniciativa privada, além de apontar oportunidades de investimento e melhorias na organização do turismo.
A expectativa é que os resultados ajudem a consolidar a observação da onça-pintada como uma atividade capaz de conciliar conservação da natureza, fortalecimento da economia local e geração de emprego e renda no Pantanal.
Fonte: Secom/MT
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