A juíza Henriqueta Fernanda C. A. F. de Lima manteve a prisão preventiva da influenciadora digital Aryadna Cristina Rodrigues Sousa Silva, investigada por suspeita de envolvimento em um esquema de fraudes eletrônicas que teria causado prejuízo superior a R$ 414 mil às vítimas.
A decisão foi proferida durante audiência de custódia realizada nesta quinta-feira (28), após a prisão da influenciadora na Operação Rede Oculta, deflagrada pela Polícia Civil em Cuiabá.
Na audiência, a defesa de Aryadna pediu sua liberdade provisória, alegando que ela é mãe de crianças menores de idade e a principal responsável pelos cuidados dos filhos.
A magistrada, no entanto, considerou que a prisão foi cumprida dentro da legalidade e homologou o procedimento, mantendo a preventiva.
Quanto ao pedido apresentado pela defesa, Henriqueta explicou que a análise da situação familiar da investigada deve ser feita pelo Gabinete 03 do Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias de Cuiabá, responsável pela ordem de prisão.
Diante disso, determinou o encaminhamento imediato dos autos e da gravação da audiência ao juízo competente, que deverá avaliar os argumentos apresentados pela defesa.
A operação
Aryadna é conhecida nas redes sociais, onde costumava compartilhar a rotina com os filhos, além de divulgar produtos e serviços. Seu perfil principal, que reunia mais de 50 mil seguidores, está desativado. Em uma nova conta, ela já soma mais de 7 mil seguidores.
Segundo a Polícia Civil, o padrão de vida exibido pela influenciadora nas plataformas digitais, considerado incompatível com sua renda declarada, foi um dos elementos que chamaram a atenção dos investigadores.
A Operação Rede Oculta apura a atuação de um grupo suspeito de aplicar golpes pela internet e utilizar contas bancárias de terceiros para movimentar e ocultar o dinheiro obtido ilegalmente.
Conforme a investigação, os criminosos atraíam vítimas por meio de anúncios falsos de veículos em plataformas de compra e venda. O grupo também é suspeito de aplicar os golpes do falso parente e do falso funcionário de banco.
Após receberem os valores por Pix, os investigados supostamente dividiam o dinheiro em transferências inferiores a R$ 10 mil, distribuídas entre diferentes contas bancárias.
Posteriormente, os recursos eram concentrados em uma das contas utilizadas pelo grupo, de onde eram novamente redistribuídos, em uma estratégia que, segundo a polícia, buscava dificultar o rastreamento dos valores.
Além da influenciadora, a operação teve como alvos o marido dela e um casal de Várzea Grande, formado por uma mulher de 35 anos, moradora do bairro São Benedito, e seu marido, de 41 anos.
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