O presidente do Tribunal de Contas de Mato Grosso (TCE-MT), Waldir Júlio Teis, exonerou 16 servidores e ocupantes de cargos comissionados da instituição nesta terça-feira (3), após assumir o comando do órgão. Entre os exonerados estão pessoas citadas na investigação da Polícia Federal (PF) que apura suspeitas de irregularidades em contratos públicos e pagamentos a servidores do tribunal.
As exonerações foram publicadas em atos assinados por Teis no Diário Oficial de Contas e têm efeito a partir desta terça-feira. Entre os nomes está Roseli Loss, que ocupava o cargo de chefe de gabinete do conselheiro Sérgio Ricardo. Também foram exonerados servidores de setores jurídicos, financeiros, administrativos e de comissões permanentes. Alguns dos exonerados já haviam sido presos durante a operação.
A investigação começou após uma denúncia de que Sérgio Ricardo, que assumiu a presidência do TCE-MT em 2024, teria editado portarias para suspender pagamentos de contratos sob a justificativa de contenção de gastos. Apesar disso, algumas empresas teriam sido mantidas na lista de pagamentos.
Sérgio Ricardo foi preso na última quinta-feira (29), durante uma operação da Polícia Federal que investiga as suspeitas. Com a prisão e o afastamento da maioria dos conselheiros, Waldir Teis assumiu a presidência do tribunal.
A reportagem tenta localizar a defesa dos citados.
Conforme os autos, a investigação começou após uma denúncia de que o conselheiro Sérgio Ricardo, que assumiu a Presidência do TCE-MT em 2024, teria editado portarias para suspender pagamentos de contratos sob a justificativa de contenção orçamentária, mas mantido empresas selecionadas na lista de pagamentos.
Dados extraídos do Portal da Transparência apontariam uma contradição entre a justificativa de restrição orçamentária e a evolução dos pagamentos mensais. Segundo a investigação, mesmo durante o período de contenção, os valores teriam aumentado de R$ 67 milhões para R$ 80 milhões por mês.
De acordo com dados utilizados pela Polícia Federal, a receita estadual teria aumentado de aproximadamente R$ 37 bilhões, em 2023, para R$ 39 bilhões, em 2024, e R$ 42,696 bilhões, em 2025.
Conforme a investigação apesar do contexto de suspensão contratual, algumas empresas teriam mantido ou aumentado os recebimentos.
Entre as citadas estão prestadoras de serviços de fornecimento de mão de obra para diversas atividades, como limpeza, conservação, copeiragem, transporte, manutenção, serviços elétricos, recepção e apoio administrativo, além de empresas de publicidade e propaganda.
Foram presos o além do presidente do TCE-MT, Sérgio Ricardo de Almeida, a chefe de gabinete Roseli Loss e os advogados Grhegory Paiva Pires, Gustavo Fernandes da Silva e Felipe José Glinke.
Segundo fontes ligadas à investigação, também são alvos de mandados de busca:
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