Laércio Antônio da Silva, de 60 anos, suspeito de matar o próprio irmão, Gilmar Rodrigues da Silva, de 52 anos, a tiros em um bar de Paranaíta, a 850 km de Cuiabá, se apresentou à Polícia Civil nesta terça-feira (3) e foi liberado após prestar depoimento. O crime ocorreu no domingo (1º), e a polícia investiga se uma divergência política entre os irmãos teria motivado o assassinato.
Segundo a polícia, Laércio compareceu à delegacia acompanhado de um advogado e foi interrogado. Ele foi liberado porque não estava em situação de flagrante e não havia mandado de prisão contra ele. A reprotagem tenta localizar a defesa do suspeito.
No dia do crime, Laércio estava em um bar na comunidade Santa Marta quando Gilmar chegou ao estabelecimento.
Após os disparos, o suspeito fugiu. Horas depois, a Polícia Militar localizou a caminhonete que teria sido abandonada por ele no bairro Renascer, em Alta Floresta.
A Polícia Civil informou que as investigações continuam para esclarecer as circunstâncias do crime.
A Polícia Civil também investiga outros homicídios registrados após o segundo turno das eleições em Mato Grosso, que, possivelmente, tiveram relação com a disputa política, segundo os delegados responsáveis pelas investigações. Veja os casos abaixo:
O policial civil Emilson Ormond Souza, de 56 anos, foi morto a tiros em frente a um bar na Avenida Brasil, em Campo Novo do Parecis, a 400 km de Cuiabá, no domingo. O homem apontado como autor dos disparos, de 59 anos, não teve a identidade divulgada e é procurado pela polícia.
Segundo a Polícia Civil, ele passou pelo estabelecimento em uma caminhonete, fez uma pergunta de cunho político e, depois de receber a resposta, atirou contra as pessoas que estavam no local.
As vítimas tentaram se esconder, e Emilson tentou revidar, mas foi atingido no tórax e não resistiu aos ferimentos. Outra pessoa foi baleada no pé. O homem fugiu após os disparos e foi preso na última segunda-feira (26).
Na comunidade Barra do Forte, na região do Distrito da Guia, em Cuiabá, os irmãos Gerson de Souza, de 41 anos, e Braulino de Souza, de 48 anos, morreram após um desentendimento em um bar, no dia 24 de outubro.
Familiares e uma testemunha relataram que os três se desentenderam por suposta divergência política. Ainda de acordo com os relatos, Braulino e Joelson estavam armados, e houve uma troca de tiros entre os envolvidos.
No entanto, o delegado Marcelo Carvalho afirmou que já havia um desentendimento entre os irmãos e que a motivação não necessariamente está relacionada à política. As circunstâncias das mortes continuam sob investigação.
Em General Carneiro, a 442 km de Cuiabá, o vereador Marcos Aurélio Bento Pena (MDB) foi preso na noite de domingo, suspeito de atirar contra pessoas que comemoravam o resultado das eleições presidenciais em uma lanchonete.
Segundo a Polícia Militar, os disparos teriam partido da janela da casa do parlamentar em direção ao grupo. Neste caso, não houve registro de morte, mas uma mulher ficou ferida.
A reportagem tenta localizar a defesa do vereador.
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