O elefante asiático Tamy, de 55 anos, morreu no Ecoparque Mendoza, na Argentina, nessa segunda-feira (23). A causa da morte ainda não foi identificada e o corpo do animal irá passar por necropsia.
Tamy era um animal resgatado de um circo e se preparava para viver no Santuário dos Elefantes Brasil (SEB), em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. No entanto, o mamífero já enfrentava dificuldades físicas devido à idade avançada e ao confinamento extremo.
“Seu corpo vinha lidando, aos poucos, com desafios cada vez maiores, então, embora essa notícia seja chocante, também representa tristemente o que o cativeiro pode causar a um indivíduo, especialmente ao longo de décadas”, diz trecho da nota.
Em 2020, o SEB começou uma campanha para construir um espaço para Tamy, que seria o 1° elefante macho a viver no local.
A equipe do santuário explicou que, nos últimos três meses, um grupo de tratadores da instituição já estava trabalhando para construir uma relação com o animal, que começou a responder de forma positiva.
Tamy tinha um comportamento baseado em dominação devido ao período que viveu em cativeiro, o que gerou uma profunda desconfiança dos humanos.
A causa da morte ainda não foi identificada e o corpo do animal irá passar por necropsia. — Foto: Reprodução
Atualmente, o Santuário tem seis habitantes: Bambi, Mara, Raia, Maia, Guilhermina e Pupy, que chegou ao espaço em abril deste ano. Ela é a primeira elefanta africana a viver no local, todas as outras são asiáticas.
A Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.
O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.
Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.
No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.
E quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.
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