🐘 A elefanta Kenya, de 44 anos, chegou ao Santuário de Elefantes Brasil (SEB), localizado em Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá, nesta quarta-feira (9), após deixar o Ecoparque Mendoza onde vivia, em Buenos Aires, na Argentina, na última sexta-feira (4).
Kenya é a segunda elefanta africana a viver no santuário. Em abril, Pupy chegou ao local após meses de preparo. De acordo com o SEB, Kenya viveu sozinha por quase toda a vida. Foram cerca de três meses, até que ela se adaptasse a caixa de transporte e às práticas de dessensibilização, como sons e movimentações ao redor.
Elefanta Kenya começa a se alimentar nas primeiras horas em santuário de MT — Foto: Reprodução
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“Como Pupy, ela mostrou insegurança com o fechamento da porta da caixa de transporte. Por ser uma elefanta sensível, parte essencial do nosso trabalho tem sido conquistar sua confiança para que se sinta segura. Com dedicação dos tratadores e muita paciência, Kenya finalmente demonstrou tranquilidade”, afirmou o diretor do SEB, Scott Blais.
A equipe do Ecoparque Mendoza acompanhou a caravana até o santuário para ver os primeiros passos de Kenya rumo à nova vida. Segundo o SEB, o contato com a natureza será essencial para o processo de cura, física e emocional.
O treinamento de Kenya estava sendo realizado simultaneamente com o de Tamy, um elefante asiático, de 55 anos, que também viria para o santuário, mas morreu em junho. O mamífero já enfrentava dificuldades físicas devido à idade avançada e ao confinamento extremo.
A Associação Santuário de Elefantes Brasil (SEB) é uma organização da sociedade civil, sem fins lucrativos, que resgata elefantes cativos em situação de risco, oferecendo-lhes o espaço, as condições e os cuidados necessários para que possam se recuperar física e emocionalmente dos anos passados em cativeiro.
O Santuário está localizado no município de Chapada dos Guimarães, a 65 km de Cuiabá. O espaço tem o apoio de duas renomadas organizações internacionais de defesa e estudo dos elefantes, ElephantVoices e Global Sanctuary for Elephants.
Para conhecer o Santuário não é preciso ir lá, até porque os elefantes vivem soltos e se escondem na mata, e a intenção é justamente que eles não sejam uma atração como foram durante a vida toda nos cativeiros onde viveram.
No entanto, nas redes sociais e no portal é possível acompanhar os relatos do dia a dia destes animais, assim como assistir aos vídeos que os tratadores conseguem fazer durante o atendimento a elas.
E quem quiser ajudar de forma mais efetiva, pode participar da campanha “Adotar um Elefante”, enviando recursos especialmente para os cuidados de qualquer uma das moradoras.
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