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Ex-servidora da Câmara de Barra do Bugres (MT) pede à Justiça retorno ao cargo após tirar medida protetiva contra vereador e ser demitida

Uma ex-servidora da Câmara de Barra do Bugres (MT) entrou na Justiça, nesta segunda-feira (13), para tentar anular a demissão do cargo, após arquivar uma medida protetiva contra o vereador Laércio Norberto Júnior, por suspeita de violência doméstica, em abril deste ano. Ela foi exonerada cerca de um mês depois da retirada da medida e agora a ação pede a reintegração dela ao cargo.

No final de abril deste ano, a ex-servidora, que exercia o cargo de Coordenadora Administrativa da Câmara Municipal desde fevereiro de 2025, denunciou o vereador Laércio, conhecido como Júnior Chaveiro, por violência doméstica. À época, ele se apresentou na delegacia e foi preso. A investigação criminal continuou, no entanto, a mulher pediu a revogação da medida protetiva.

Ela alega, na ação, que foi questionada por outros servidores pela decisão tomada e que, pouco mais de um mês depois, a atual presidente da Câmara pediu que ela mantivesse a medida protetiva para se manter no cargo. No entanto, diante da recusa, segundo ela, foi exonerada em 1° de junho.

A reportagem tentou contato com a presidente da Casa e com a instituição para saber o motivo da exoneração, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.

Agora, o retorno dela ao cargo deve ser decidido pela Justiça.

Entenda o caso

Na época dos fatos, o vereador negou as acusações de violência doméstica e afirmou que vai provar a inocência na Justiça. Segundo ele, não houve agressão e o caso teria sido uma situação de defesa.

Segundo o delegado responsável pelo caso, Fernando Marques, a agressão teria ocorrido na casa do vereador, por volta das 4h30, após o evento, em Barra do Bugres. Segundo o depoimento da vítima, o suspeito usou uma chave de rodas para cometer as agressões. Ela disse que não sabe o que motivou o ataque.

Em abril, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar.

Inicialmente, o pedido de prisão havia sido negado por um juiz plantonista. No entanto, após nova solicitação do Ministério Público, a decisão foi revista, e o mandado de prisão foi expedido pelo juiz responsável pelo caso.

À época, o Partido Liberal (PL) e a Câmara Municipal decidiram afastar o vereador. A sigla também abriu um processo interno que pode expulsão definitiva do parlamentar.

O Noroeste

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