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Governador; “Bandidolatria” é mal que toma conta dos jovens I MT

Adolescente de 12 anos foi espancada por grupo de quatro meninas dentro de uma escola em MT

O governador Mauro Mendes (União Brasil) reprovou o comportamento de quatro meninas menores de idade que foram filmadas espancando uma colega de 12 anos dentro da Escola Estadual Carlos Hugueney, em Alto Araguaia (415 km de Cuiabá). Mendes disse que a conduta das menores é resultado da idolatria ao crime, que tem sido gerada com o aumento das facções criminosas no Brasil.

“Uma prática muito típica das facções criminosas, que infelizmente no Brasil têm crescido muito nos últimos anos e têm inspirado, inclusive, jovens a fazer essa idolatria ao crime, achando que esse caminho de pertencer a uma facção criminosa é um caminho que pode levar ao sucesso e até ganhar dinheiro fácil”, disse o governador nas redes sociais nesta quarta-feira (06).

De acordo com investigações da Polícia Civil, as menores, que espancaram a vítima com tapas, murros e até com cabo de vassoura, integram um grupo com mais de 20 participantes que adotam regras semelhantes às de facções criminosas. Outras menores já haviam sido vítimas do bando.

Escola de MT onde aluna foi torturada por colegas será transformada em cívico-militar, anuncia governo

Nesta quarta-feira (06), as quatro que aparecem na filmagem do espancamento foram apreendidas e deverão ser internadas no Centro de Atendimento Socioeducativo (Complexo Pomeri), em Cuiabá.

Para Mauro Mendes, além da idolatria em torno das facções, lei frouxas e o “prende e solta” praticado pelo Poder Judiciário brasileiro também são responsáveis pelo aumento da criminalidade no país.

“Infelizmente essas coisas estão acontecendo muito no nosso país, esses crimes que envolvem adolescentes. Nós precisamos revisitar as nossas leis, mudar esse entendimento que tem na lei brasileira e apertar cada vez mais o cerco em cima dessas facções criminosas, como nós temos feito aqui em Mato Grosso” ressaltou.

“Nós esperamos que o Congresso Nacional faça a sua parte e a gente não seja obrigado a ver cenas terríveis como aquela”, acrescentou.

Após a polêmica, na manhã desta quarta, o secretário de Estado de Educação, Alan Porto, anunciou que a Escola Carlos Hugueney passará a ser cívico-militar.

Policiais militares da reserva já estão sendo recrutados para atuar na escola. A direção do local sinalizou apoio à medida.

Veja vídeo:

O Noroeste

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