A bancada de Mato Grosso no Senado Federal aderiu ao requerimento para instalação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pretende investigar a chamada “adultização” de crianças em plataformas digitais. A proposta, apresentada por Jaime Bagattoli (PL-RO) e Damares Alves (Republicanos-DF), já reuniu 70 assinaturas, quase o triplo das 27 necessárias para abrir as investigações.
A senadora Margareth Buzetti (PSD) afirmou que o combate à exploração sexual infantil é uma de suas principais bandeiras no Congresso. “O enfrentamento pode ser feito por meio de uma CPI ou por leis duras, como o PL 2810/2025, que apresentei e que aumenta a pena para pedofilia em até 40 anos de prisão. O Congresso precisa se unir”, afirmou.
Também integrante da bancada mato-grossense, o senador Wellington Fagundes (PL) confirmou apoio à criação da CPI. “Lugar de abusador é na cadeia. Criança deve ser protegida, não explorada”, disse.
Outro parlamentar que assinou o requerimento foi Jayme Campos (União), reforçando a posição unânime da bancada do estado. O movimento no Senado acompanha uma série de iniciativas legislativas recentes que visam endurecer punições contra a exploração sexual e o uso indevido da imagem de menores.
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