O Flamengo chegou a tomar a virada do Barcelona nos acréscimos do 2º tempo, mas conseguiu um gol heroico com Iago no último lance, levou a final do Mundial sub-20 para os pênaltis após 2 a 2 e, diante de um Maracanã pulsante, sagrou-se bicampeão do Mundial sub-20 de maneira épica.
Léo Nannetti, goleiro rubro-negro de 18 anos, foi o herói da final. Ele fechou a meta em meio à pressão espanhola no 2º tempo e, mesmo vazado no fim, defendeu dois chutes nas cobranças de pênalti. Matheus Gonçalves, por outro lado, desperdiçou a única penalidade carioca.
O resultado consagra o 2º título consecutivo do sub-20 do Flamengo — no ano passado, os garotos do Ninho venceram o Olympiacos. Benfica e Boca Juniors são os outros campeões do torneio, iniciado em 2022.
Que fim de jogo foi esse?
Lorran, do Flamengo, e Virgili, do Barcelona, ensaiavam protagonismo com um gol cada no tempo regulamentar. Os dois meia-atacantes são os destaques de suas equipes e, inspirados, atormentaram a vida dos adversários e não se esconderam durante os 90 minutos.
A emoção, de fato, apareceu nos acréscimos e ficou sob responsabilidade dos dois capitães e do goleiro Léo Nannetti. Cortés, da equipe espanhola, marcou nos acréscimos e ensaiou o título europeu. O zagueiro Iago, no entanto, apareceu no lance final e cravou o 2 a 2 para o Fla. Nas cobranças de pênalti, Léo Nannetti se agigantou e fez duas defesas.
Lorran, que acumula quase 40 jogos no time de cima, mostrou suas credenciais. Infernal, o ponta atormentou a vida do lateral-esquerdo Farré desde os primeiros minutos e foi o responsável por balançar as redes ainda no 1º tempo.
O jovem de 19 anos quase foi vendido ao CSKA no início do ano e fez só cinco partidas entre os profissionais nesta temporada. O motivo? Segundo Filipe Luís, a forte concorrência em um setor que tem Bruno Henrique, Samuel Lino, Luiz Araújo e companhia impede mais minutos.
Gols e destaques
Lorran, infernal, abre o placar. O ponta do Flamengo já havia mostrado seu cartão de visitas aos cinco minutos ao entortar o lateral Farré com três dribles curtos no mesmo lance, incluindo um apenas com o corpo. O camisa 11 marcou pouco depois, quando interceptou um passe do próprio atleta do Barça: Lorran invadiu a área, acionou Matheus Gonçalves e viu a bola sobrar após dividida antes de empurrar para o gol vazio: 1 a 0.
Sem marasmo. O gol fez a partida ganhar ainda mais ritmo, e as equipes fizeram uma trocação até os 30 minutos. Os espanhóis assustaram em tentativas de fora da área, mas foram bloqueados pela sólida dupla de zaga rival formada por Iago e João Victor. Já os brasileiros ficaram no quase com Joshua, que parou em boa defesa de Aller.
Virgili carimba a trave. Os minutos finais do 1º tempo tiveram domínio do Barcelona, que passou a encurralar a saída de bola adversária. O ponto alto da equipe treinada pelo ex-lateral Belletti ocorreu aos 44 minutos, quando Virgili recebeu de Hernández e acertou um chute cruzado que parou na trave de Léo Nannetti.
Barça fura barreira com golaço. O Flamengo até voltou dos vestiários mais organizado defensivamente e esfriou o ritmo da partida, mas não conseguiu impedir Virgili de desfilar o seu futebol. O meia-atacante de 18 anos recebeu lançamento na ponta direita, tirou Iago com um chapéu, entrou na área e, com um toque na bola, deslocou Carbone e Léo Nannetti antes de empatar: 1 a 1.
Léo Nannetti segura pressão catalã. O gol animou de vez os espanhóis, que passaram a acuar o Flamengo nos minutos finais. Sahne Kluivert, filho do ex-atacante Patrick Kluivert, só não virou o jogo porque Léo Nannetti operou um milagre, e Virgili voltou a aparecer já nos acréscimos, mas o goleiro do Flamengo voltou a aparecer de maneira providencial.
Gol dramático ensaia título espanhol, mas Iago vira herói. O jogo se encaminhava para a disputa de pênaltis, mas Cortés, capitão dos espanhóis, calou o Maracanã com um gol de cabeça no penúltimo lance do jogo. O Flamengo, no entanto, não desistiu e protagonizou um milagre: na saída de bola, Iago disparou, recebeu lançamento e, de cobertura — e também de cabeça —, conseguiu empatar de maneira heroica e levar a disputa, de fato, para as penalidades.
Nos pênaltis, um erro para cada lado na sequência “normal”: Hernández parou em Léo Nannetti logo no começo, e Matheus Gonçalves teve a chance de garantir o título na 5ª cobrança brasileira, mas também desperdiçou.
O goleiro do Flamengo voltou a brilhar ao defender o chute de Parriego nas alternadas, abrindo caminho para Carbone estufar as redes e fazer explodir Maracanã com o bicampeonato.
Fonte: UOL
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