A Justiça de Mato Grosso decretou a prisão temporária de Reyvan Da Silva Carvalho, de 30 anos, preso nessa sexta-feira (29) pela morte de Solange Aparecida Sobrinho, de 52 anos, dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), em Cuiabá. A decisão foi assinada pela juíza Helicia Víti Lourenço, da 12° Vara Criminal da Capital, após Reyvan passar por audiência de custódia, neste sábado (30).
Ele ficará custodiado no Complexo Penitenciário Ahmenon Lemon Dantas, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, pelo período de 30 dias.
Ao final dos 30 dias de prisão, Reyvan poderá ser solto, caso não ocorra nenhum pedido de manutenção da prisão por parte do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT).
A reportagem tentou localizar a defesa de Reyvan, mas não tinha conseguido até a última atualização desta reportagem.
Reyvan é investigado pela polícia como assassino em série. Exames realizados pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) em outras três vítimas de estupro e feminicídio ocorridos em diferentes anos identificaram o mesmo homem que estuprou e matou Solange.
De acordo com as investigações da Polícia Civil, Reyvan agia sozinho, sempre com faca, escolhendo mulheres vulneráveis, como grávidas e indefesas. Ele já tinha diversas passagens por estupro desde 2016.
Inicialmente, as amostras coletadas indicaram a presença de um mesmo DNA masculino no corpo de Solange, inclusive nas unhas, e em uma bituca de cigarro que foi encontrada no local do crime. Segundo a Politec, a análise do perfil genético revelou que Reyvan é autor de:
Câmeras de segurança universidade registraram o momento em que Solange caminha pelo campus um dia antes de ser encontrada morta. As imagens foram captadas às 15h20 do dia 23 de julho.
O corpo da vítima foi achado nas dependências da Associação Atlética Master, uma área desativada do campus, no dia seguinte.
Segundo a Polícia Civil, Solange tinha diagnóstico de esquizofrenia. Familiares relataram que ela assistia aulas tanto na UFMT, quanto na Universidade de Várzea Grande (Univag), mas que não era aluna de nenhuma das instituições.
O delegado responsável pelo caso, Bruno Abreu, informou que a vítima apresentava marcas na região do pescoço. Um laudo divulgado pela Politec apontou que Solange foi vítima de violência sexual.
O caso é investigado pela Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).
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