O protesto cobra o cumprimento de um acordo firmado entre a gestão municipal e a Cooperativa Coopervida — Foto: Bárbara Siviero/TVCA
Catadores de materiais recicláveis realizaram, nesta quarta-feira (17), uma manifestação em frente à Prefeitura de Cuiabá. O protesto cobra o cumprimento de um acordo firmado entre a gestão municipal e a Cooperativa Coopervida, que previa a construção de um barracão para viabilizar a coleta seletiva na capital, promessa que, segundo os trabalhadores, não saiu do papel.
A reportagem tentou contato com a Prefeitura de Cuiabá, mas não obteve retorno até a última atualização desta reportagem.
De acordo com os manifestantes, o grupo de catadores foi retirado do aterro sanitário, onde trabalhava anteriormente, após assinatura de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Pelo acordo, os trabalhadores passariam por capacitação e, em seguida, atuariam em uma cooperativa estruturada pela Prefeitura. Porém, mais de um ano após o curso de formação, realizado em Tangará da Serra, a 242 km de Cuiabá, com apoio da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat), nenhuma das promessas teria sido cumprida.
Atualmente, 98 catadores estão registrados na cooperativa Coopervida. Sem estrutura adequada e sem coleta seletiva ativa no município, muitos afirmam que são obrigados a revirar lixo pelas ruas para conseguir materiais recicláveis.
Além da construção do galpão, o acordo também previa o fornecimento de 50 moradias para os trabalhadores em situação de vulnerabilidade, já que muitos não têm condições de arcar com aluguel. Até agora, nenhuma casa foi entregue, segundo eles.
“Está muito difícil, estamos aqui reivindicando nossos direitos. Nós não estamos sendo atendidos. Esse barracão seria para coleta seletiva dentro do município de Cuiabá, que é onde não existe essa coleta ainda”, afirmou William Geraldo de Jesus, representante da Coopervida.
Durante o protesto, os catadores tentaram contato com representantes da prefeitura, incluindo o secretário da pasta responsável e o próprio prefeito Abilio Brunini (PL).
O ato faz parte de uma mobilização nacional do Movimento dos Catadores de Materiais Recicláveis, que luta por condições mínimas de trabalho e inclusão social para a categoria.
O projeto de coleta seletiva em Cuiabá foi anunciado pela Prefeitura há três anos, com a meta de levar o serviço a todos os bairros da capital até o fim de 2025. A proposta previa a implementação gradual da coleta em três fases, com início neste ano e apoio de cooperativas de catadores.
No entanto, até o momento, o serviço ainda não foi ampliado de forma efetiva, e muitos bairros seguem sem cobertura. A lentidão na execução do projeto e a falta de estrutura prometida às cooperativas motivaram o protesto desta quarta-feira em frente à sede da Prefeitura.
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