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Empresários são alvos da PC por infiltrar caminhões em fazendas para furtar soja e insumos agrícolas

A Delegacia Especializa de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa deflagrou nesta quinta-feira (18), a Operação Santo Grão, para investigar um grupo criminoso que atua no furto e desvio de cargas de soja usando empresas de fachada, notas fiscais falsas e transporte clandestino.

Foram cumpridos, com apoio da Delegacia de Porto Alegre do Norte, da Delegacia Municipal de Confresa e das Polícias Civis de Goiás, do Ceará e do Pará, sete mandados de busca e apreensão, todos com quebra de sigilo telefônicos, em nove endereços, distribuídos em sete cidades de quatro estados: Mato Grosso, Goiás, Ceará e Pará.

Em Mato Grosso os mandados foram cumpridos em Confresa e Porto Alegre do Norte, os demais foram em Goiânia (GO), Bom Jesus de Goiás (GO), Alto Santo (CE), Ibiapina (CE) e Redenção (PA).

Entre os alvos estão articuladores logísticos, facilitadores internos, empresários do setor de transportes e motoristas responsáveis pela execução dos crimes.

Investigações

As investigações tiveram início em março de 2024, após dois motoristas serem presos em flagrante transportando cargas de soja furtadas de uma fazenda localizada em Porto Alegre do Norte.

Na ocasião, os caminhões apreendidos carregavam, juntos, cerca de 90 mil quilos de soja, com valor estimado superior a R$ 150 mil reais.

“A partir desse fato, instauramos o inquérito policial, que revelou a existência de um grupo criminosa interestadual especializado no furto e desvio de cargas de grãos e insumos agrícolas, com atuação coordenada entre motoristas profissionais, funcionários infiltrados em propriedades rurais, como balanceiros e classificadores, empresários do ramo de transporte e articuladores logísticos”, afirmou a delegada Karen Amaral Makrakis, titular da Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Confresa.

Segundo a delegada, o modus operandi do grupo consistia em infiltrar caminhões nas fazendas durante os carregamentos, com o apoio de funcionários internos, fazendo com que os veículos saíssem como se tivessem sido legalmente carregados.

Além disso, parte das cargas era desviada por meio da alteração proposital do peso, gerando excedentes que eram escoados com notas fiscais falsas, muitas vezes emitidas de forma eletrônica e compartilhadas por aplicativos de mensagem.

Santo Grão

A Operação Santo Grão foi batizada em alusão ao Santo Graal, objeto sagrado e cobiçado da tradição cristã. A analogia se dá porque, para os integrantes da organização criminosa investigada, os grãos se tornaram símbolo de poder, lucro e cobiça, sendo tratados como o verdadeiro “tesouro” a ser perseguido — ainda que por meios ilícitos.

O Noroeste

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