O policial militar Edivaldo Júnior Rodrigues Marques de Souza condenando pela morte de Adriele da Silva Munis, de 25 anos, em uma briga de trânsito em 2016, foi exonerado da Polícia Militar de Mato Grosso, conforme decisão publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (16).
A reportagem tenta localizar a defesa do ex-policial.
Edivaldo perdeu a função em 2023, quando foi julgado e condenado a 18 anos e oito meses de prisão, pelos crimes por homicídio qualificado consumado, tentativa de homicídio qualificado e dois crimes de exposição da vida ou saúde de terceiros a perigo.
Adriele foi morta com um tiro nas costas, que perfurou o pulmão e o coração. Ela estava em um carro com o namorado e outras duas pessoas, retornando do evento no bairro Duque de Caxias, em Cuiabá, quando foi baleada.
A investigação do crime levou quatro anos para identificar os ocupantes do veículo de onde partiu o disparo. Imagens de câmeras de segurança e depoimentos indicaram que o disparou partiu do carro onde estava o militar. Em seguida, a polícia identificou que uma arma de fogo que estava com o PM era compatível com a que fez o disparo.
Em um primeiro depoimento na delegacia, Edvaldo negou qualquer envolvimento. Dias depois, o então militar solicitou um novo interrogatório, onde confessou a autoria dos disparos, mas alegou que agiu em legítima defesa.
À polícia, ele declarou que atirou contra o carro onde estava Adriele porque sofreu uma tentativa de assalto, mas, conforme as investigações, em nenhum momento as vítimas esboçaram qualquer ato que pusesse em perigo de vida dele.
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