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Senador defende pagamento escalonado de RGA aos servidores e nomeação de aprovados em MT

O senador Wellington Fagundes (PL), que já articula sua pré-candidatura ao Governo de Mato Grosso em 2026, tem direcionado suas atenções a categorias que cobram respostas do atual governo de Mauro Mendes (União Brasil). Em entrevista concedida nesta segunda-feira (13) à Rádio Cultura FM, o parlamentar destacou a necessidade de o Estado quitar o pagamento retroativo da Revisão Geral Anual (RGA) dos servidores e nomear os aprovados no concurso da segurança pública.

Embora tenha reconhecido avanços na gestão de Mendes, principalmente nas áreas de obras e infraestrutura, Wellington afirmou que há demandas importantes de valorização profissional e de fortalecimento da segurança pública que precisam ser priorizadas.

“O Mauro fez um grande trabalho na infraestrutura, Mato Grosso cresceu muito. Mas chegou o momento de olhar para as pessoas. O Estado precisa contratar os concursados e garantir o pagamento do RGA. A arrecadação aumentou, então é preciso investir, sim, mas investir também em quem faz o Estado funcionar”, disse o senador.

Ele defendeu ainda que o pagamento da RGA retroativa seja feito de forma parcelada, para não comprometer as finanças públicas. “O valor acumulado precisa ser pago porque é uma dívida. O que pode ser discutido é o formato, o escalonamento, mas o pagamento é um dever do Estado”, pontuou.

Déficit na segurança e cobrança judicial

Além da questão salarial, Wellington Fagundes reforçou a importância de reforçar o efetivo das forças de segurança. Em setembro, a Associação dos Candidatos Aprovados no Concurso Público para Soldado da Polícia Militar (ACAP-PMMT) acionou a Justiça cobrando a convocação dos aprovados no concurso de 2022.

De acordo com a entidade, dos 1.800 candidatos aprovados, apenas 600 foram nomeados até o momento. Isso mantém um déficit preocupante no efetivo da corporação: conforme o lotacionograma oficial de abril deste ano, dos 13.384 cargos previstos para a Polícia Militar, apenas 7.132 estão ocupados. O déficit ultrapassa 6,2 mil policiais, sendo mais de 61% entre cabos e soldados — justamente os cargos ofertados no concurso.

Perdas salariais acumuladas

Um levantamento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) indica que os servidores públicos de Mato Grosso acumulam perdas de 19,5% no poder de compra desde 2017. O estudo também revela que, mesmo com a recomposição parcial desse percentual, o reajuste não seria suficiente para cobrir o total das perdas salariais ao longo dos últimos anos.

Wellington afirmou que pretende manter o diálogo com as categorias e com as lideranças sindicais, defendendo que o equilíbrio fiscal do Estado deve caminhar junto com políticas de valorização dos servidores. “Não podemos ter um Estado que aumentou tanto sua arrecadação e, ao mesmo tempo, concentra ainda mais a renda”, concluiu.

O Noroeste

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