Vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), em entrevista à imprensa, afirmou que as emendas parlamentares representam uma “inversão de valores”. Conforme o vice-governador, boa parte dos recursos não atende a verdadeira necessidade. A expectativa do vice-governador é de que o Brasil “supere” essa questão.
“O orçamento público tem que ser aprovado pela Assembleia Legislativa, e o Executivo é quem deve executá-lo”, disse Pivetta, acrescentando que “infelizmente, no Brasil, se criou as emendas parlamentares, o que é uma inversão de valores”, destacou.
Segundo o vice-governador do Estado, por conta disso, “o Parlamento passa a ser ordenador de despesa, o que gera desconformidade com a lei, todo tipo de transtorno e grande parte dos recursos não atende ao que o povo espera. Infelizmente, hoje funciona assim. Espero que o Brasil consiga superar isso”, destacou o vice-governador.
No caso específico da saúde, que precisa de aplicação de 50% das emendas parlamentares, Pivetta foi direto: “o fluxo de recursos aplicados na saúde está regulado. Eu não tenho detalhes porque quem controla isso é a Casa Civil, mas acredito na vontade do governo de cumprir a lei”.
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