“Viver com fibromialgia é acordar todos os dias travando uma batalha invisível. Às vezes, o corpo dói até para pentear o cabelo, mas o sorriso precisa continuar.” O relato é de Luciane Mendes, 42 anos, moradora do bairro Jardim Glória, que há quase uma década convive com a síndrome que provoca dores crônicas e intensas em diferentes partes do corpo, além de fadiga e distúrbios do sono.
Histórias como a de Luciane ganharão ainda mais espaço em Várzea Grande a partir da sanção da Lei nº 5.445/2025, que institui a “Semana Municipal de Prevenção e Conscientização sobre a Fibromialgia”, a ser realizada anualmente na segunda semana do mês de maio. A iniciativa – que tornou lei a partir da sanção da prefeita Flávia Moretti (PL) – tem o objetivo de promover palestras, campanhas e ações educativas voltadas à prevenção, diagnóstico precoce e tratamento da doença, além de estimular a capacitação de profissionais da saúde e da educação para um melhor acolhimento às pessoas com fibromialgia.
A prefeita Flávia Moretti destacou que a criação da Semana Municipal representa mais que uma ação simbólica, é um gesto de empatia e compromisso com quem enfrenta dores que nem sempre são visíveis e que nunca havia sido tratada com a atenção devida em Várzea Grande. “A fibromialgia é uma condição que muitas vezes é subestimada, mas impacta profundamente a vida das pessoas. Ao instituir essa semana, queremos dar voz a quem sofre em silêncio e reforçar o papel do poder público em acolher, orientar e garantir acesso ao tratamento com dignidade”, afirmou a prefeita.
A secretária municipal de Saúde, Deisi Bocalon, ressaltou que a iniciativa vem ao encontro das políticas de humanização e atenção integral à saúde que vêm sendo fortalecidas pela gestão. “A dor precisa ser reconhecida e o paciente, acolhido. Com essa lei, Várzea Grande avança na promoção da saúde e no diálogo com a população, incentivando profissionais e familiares a compreender melhor a fibromialgia e suas particularidades”, destacou.
A lei também prevê a formação de parcerias com universidades, conselhos de saúde, associações de pacientes e entidades de classe, ampliando o alcance das ações educativas e o apoio às pessoas que convivem com a síndrome.
Para Luciane, a notícia chega como um sinal de esperança. “Muitas vezes, somos vistos como pessoas fracas, preguiçosas ou exageradas. Ter uma semana dedicada à fibromialgia é uma forma de mostrar que nossa dor é real e que merecemos respeito e cuidado”, emocionou-se.
Com a sanção da Lei nº 5.445/2025, Várzea Grande se torna referência na valorização da vida e na promoção do bem-estar de quem enfrenta diariamente o desafio de conviver com a dor crônica.
No site da prefeitura é possível emitir sua carteirinha de paciente portador de fibromialgia de forma gratuita. Acesse aqui
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