Categories: FeaturedPANTANAL MT

Refúgio de onça-pintada, reserva abriga centenas de espécies de animais em MT

Reconhecido como uma das maiores planícies alagáveis do mundo, o Pantanal cumpre funções essenciais para o equilíbrio climático e abriga uma das maiores biodiversidades do planeta. Com a maior Reserva Particular do Patrimônio Natural do Brasil, a RPPN Sesc Pantanal, o Polo Socioambiental Sesc Pantanal atua para a conservação do bioma por meio do ecoturismo, pesquisa científica, educação ambiental e desenvolvimento social, frentes as quais contribuem para o futuro de toda forma de vida.

São mais de 100 mil hectares em áreas naturais mantidos pelo Sesc Pantanal, iniciativa do Sistema CNC-Sesc-Senac, que ajudam na regulação do clima e na sobrevivência de centenas de espécies.

Como exemplo, a Bacia do Alto Paraguai reúne 1.059 espécies de peixes, anfíbios, répteis, aves e mamíferos, das quais 630 ocorrem na Reserva — o equivalente a 60%. Entre as espécies ameaçadas de extinção, a RPPN possui 15, entre elas a onça-pintada.

Entre os benefícios prestados pela RPPN à humanidade estão a purificação das águas, controle das inundações, manutenção das águas subterrâneas, controle do fluxo de sedimentos e nutrientes do solo, reservas de biodiversidade e mitigação e adaptação às mudanças climáticas.

Além de ser a maior RPPN do país, a reserva do Sesc Pantanal ainda possui dois títulos internacionais: Sítio Ramsar e Zona Núcleo da Reserva da Biosfera. Ambos demonstram a importância da área de conservação para o mundo.

“Contribuir para a conservação do Pantanal é a nossa missão, concretizada por diversas frentes de atuação. E isso inclui cuidar do meio ambiente e das pessoas também. Temos feito esse trabalho ao longo de quase 30 anos, colhendo resultados que beneficiam a todos neste território. Hoje é dia de celebrar este lugar único no mundo, do qual temos muito orgulho em fazer parte”, destaca Cristina Cuiabália, gerente-geral do Sesc Pantanal.

 

Educação ambiental

A educação ambiental é um eixo estruturante da atuação do Sesc Pantanal. Por meio de programas, campanhas e visitas técnicas, o trabalho estimula o envolvimento das comunidades na conservação do território.

“O trabalho desenvolvido pelo Sesc Pantanal mostra como é possível unir ciência, desenvolvimento econômico local e conservação. Quando a comunidade está envolvida nessas ações temos mais efetividade nos resultados para a prosperidade do território, ela é parte fundamental na solução para o futuro do Pantanal”, afirma Cuiabália.

 

Pesquisa científica

A pesquisa científica também é um dos pilares desse trabalho em benefício do Pantanal. O conhecimento produzido por pesquisadores e guardas-parques pantaneiros somam cerca de 400 publicações. Entre os estudos mais recentes, destaca-se a pesquisa sobre grandes felinos, denominada “Onças-pintadas e pardas em um mosaico de pantanais no Mato Grosso: perspectivas a partir da RPPN Sesc Pantanal e adjacências”.

A pesquisa monitora a fauna por meio de armadilhas fotográficas, responsáveis por mais de 300 mil registros, essenciais para compreender o comportamento da fauna pantaneira.

“Estudar as onças é estudar o Pantanal inteiro, pois elas são bioindicadores, ou seja, quando estão presentes e saudáveis, todo o ecossistema está equilibrado”, reforça Alexandre Enout, gestor da RPPN Sesc Pantanal.

 

Atuação do Sesc Pantanal

Além da RPPN Sesc Pantanal, o Polo Socioambiental atua ainda em frentes como desenvolvimento social, saúde e lazer por meio de suas unidades no bioma: o Hotel Sesc Porto Cercado, o Parque Sesc Baía das Pedras, o Sesc Poconé e o Complexo Educacional Sesc Pantanal.

Juntas, essas estruturas fortalecem a economia regional, geram empregos diretos e indiretos e associam o cuidado com o meio ambiente à geração de oportunidades e renda.

 

Desafios na conservação

Os incêndios são hoje o maior desafio para conservação do Pantanal. Na RPPN, o Manejo Integrado do Fogo (MIF) é praticado combinando conhecimento científico e saberes tradicionais para reduzir o risco de incêndios.

As mudanças climáticas e os períodos prolongados de estiagem aumentam o risco de incêndios e ameaçam a fauna, a flora e o modo de vida pantaneiro. Entre janeiro e outubro de 2025, foram registrados 241 focos de incêndio segundo o BDQueimadas/INPE, uma redução de 96% em relação ao mesmo período do ano anterior. A redução reflete tanto as condições ambientais mais favoráveis quanto o avanço de práticas preventivas e de manejo adotadas em áreas naturais, como as mantidas pelo Sesc Pantanal.

O Noroeste

Recent Posts

Ampliação da rede trifásica vai ser um divisor de águas, afirma agricultor familiar

Expansão da rede trifásica cria condições para que produtores familiares possam investir em máquinas e…

4 horas ago

Motociclista morre após bater em poste que caiu sobre ele no interior de MT

Um motociclista identificado como Ricardo Alves da Silva Junior, de 29 anos, morreu na madrugada…

4 horas ago

Pivetta comemora compra da Santa Casa pelo Estado: ‘Acabou a novela’ I Mato Grosso

Governador afirma que unidade continuará funcionando e diz que governo prepara plano para ampliar e…

4 horas ago

Mulher de 26 anos é encontrada morta e polícia investiga estrangulamento com arame farpado em MT

Vítima foi localizada com sinais de violência na tarde desta sexta-feira (5). Principal suspeito, de…

4 horas ago

Acidente entre três veículos deixa 06 mortos e dois feridos na MT-358

Acidente entre três veículos deixa 06 vítimas fatais foi registrado na noite de sexta-feira (5),…

5 horas ago

Motorista escapa de cárcere após roubo de caminhão em MT; suspeito é preso após perseguição e fuga em rio; veja vídeo

Semirreboques foram localizados em Sinop e o cavalo mecânico em Carlinda. Polícia faz buscas para…

5 horas ago