O secretário de Fazenda (Sefaz-MT), Rogério Gallo, defendeu o “orçamento conservador” praticado pelo Governo de Mato Grosso porque tem dado resultados e é sinal de responsabilidade fiscal, como fazem outros Estados brasileiros.
“Mato Grosso está na direção certa. Lógico que há avaliações contrárias, mas os resultados estão aí e sociedade está vendo com políticas públicas, e isso é se deve à forma de metodologia do orçamento”, afirmou o secretário.
Ele usou o argumento durante audiência pública conjunta das comissões de Orçamento e de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa, na terça-feira (9). Os deputados classificam o orçamento com estimativa de R$ 40,79 bilhões em tramitação na Casa como subestimado.
“O Governo tem uma prática conservadora, que respeita a prudência. A gente não estima uma receita que pode não acontecer e depois tem que frustrar a execução do orçamento para uma área importante”, justificou.
O secretário ainda acrescentou que a prática de rigidez fiscal permitiu ao Governo investir quase 20% da receita própria. A ação central do Governo na gestão é gastar corretamente com eficiência e equilíbrio entre receita e despesa.
Os deputados alegam que em 2025 Mato Grosso já arrecadou mais do que a estimativa para 2026. Dados da Sefaz indicam que até outubro o Estado já arrecadou R$ 51 bilhões.
“Essa prática é importante porque assegurou que o Estado chegasse a quase 20% de investimento e retornasse cerca de R$ 5 bilhões a R$ 6 bilhões ao cidadão, construindo estradas, muitas escolas novas no interior”, exemplificou.
Melhor gestão fiscal
O trabalho de gestão fiscal com responsabilidade, disse o secretário, é também realizado por outros Estados brasileiros, como Espírito Santo e Paraíba, que dividem junto com Mato Grosso a avaliação da Secretaria do Tesouro Nacional (STN), do Ministério da Fazenda, como melhores gestões fiscais do Brasil.
“Nós estamos acompanhados nessa nossa política com os Estados que têm a melhor gestão fiscal do País, que têm a melhor capacidade de pagamento”, explicou Gallo.
“Os Estados de Mato Grosso, Espírito Santo e Paraíba, que são capacidade da pagamento A, com capacidade de investimento e estão lá na frente, fazem também essa mesma projeção orçamentária conservadora”, disse o secretário.
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