Um homem de 35 anos, com registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC), foi preso suspeito de violência doméstica após agredir a esposa, grávida de três meses, após tentar em Nova Mutum, a 242 km de Cuiabá, na madrugada desta quinta-feira (12).
Conforme o boletim de ocorrência, a mulher contou que estava em casa com os dois filhos quando o marido chegou embriagado. Em seguida, ele passou a exigir o celular dela. Diante da recusa, o suspeito tentou tomar o aparelho à força. Durante a tentativa de se defender, a vítima acabou mordendo o dedo do marido.
A vítima então se trancou em um dos quartos da casa e permaneceu no local até a chegada da Polícia. Ainda conforme o depoimento, durante a discussão o homem pegou uma das armas, entregou à esposa e pediu para que ela atirasse contra ele. A mulher afirmou que, diante da situação, passou a sentir ainda mais medo do marido.
O suspeito foi localizado e detido ainda na casa. Questionado sobre a denúncia, ele confessou que possui registro de CAC, bem como das armas.
Os militares recolheram duas espingardas, uma pistola, um rifle, um revólver, uma arma airsoft e 32 munições de calibres diversos. O material apreendido e o suspeito foram levados à delegacia para registro da ocorrência.
O aplicativo ‘SOS Mulher MT’ é uma das alternativas criadas para ajudar vítimas de violência doméstica em Mato Grosso. O aplicativo conta com um botão do pânico, por meio dele a vítima pode fazer um pedido de socorro quando o agressor descumprir a medida protetiva.
O Botão do Pânico virtual está disponível, por enquanto, nas cidades de Cuiabá, Várzea Grande, Cáceres e Rondonópolis.
Nos outros municípios do estado, a plataforma pode ser acessada para as outras funções, como direcionamento à medida protetiva online, telefones de emergência, endereços das Delegacias da Mulher, Plantão 24h, denúncias sobre violência doméstica e também acesso à Delegacia Virtual para registro de ocorrências.
A Lei Maria da Penha foi sancionada em 7 de agosto de 2006 com o objetivo de criar mecanismos para prevenir e impedir a violência doméstica e familiar contra a mulher. Segundo a Lei, a violência doméstica contra a mulher envolve qualquer ação baseada no gênero, ou seja, a mulher sofrer algum tipo de violência apenas pelo fato de ser mulher.
O Instituto Maria da Penha aponta que essa violência pode ser dos seguintes tipos:
As medidas protetivas são ordens judiciais que buscam proteger pessoas que estejam em situação de risco, perigo ou vulnerabilidade. São dois tipos: as voltadas para o agressor, para impedir que ele se aproxime da vítima; e as voltadas para a vítima, para garantir a sua segurança e a proteção dos seus bens e da sua família.
Qualquer mulher que esteja passando por uma situação de violência doméstica e familiar, independente do tipo de ameaça, lesão ou omissão.
A solicitação da medida protetiva pode ser feita em delegacias, Ministérios Públicos ou na Defensoria Pública. A mulher não precisa estar acompanhada de um advogado para fazer o pedido.
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