Advogado Renato Gomes Nery, de 72 anos — Foto: Divulgação
A Polícia Civil rastreou R$ 215 mil ligados ao pagamento pelo assassinato do advogado Renato Nery, morto em julho de 2024, em Cuiabá. O valor foi identificado após a quebra de sigilo bancário autorizada pela Justiça, conforme divulgado nesta sexta-feira (13).
As investigações apontam que, inicialmente, a empresária Julinere Goulart Bastos, apontada como uma das mandantes do crime, realizou, no dia 4 de março de 2024, uma transferência de R$ 200 mil.
O valor passou por contas de terceiros, em uma sequência de movimentações financeiras utilizadas para ocultar a origem e o destino final do dinheiro.
Diante das evidências reunidas, o rastreamento do fluxo financeiro e os depoimentos colhidos, a Polícia Civil concluiu que o caso se trata de crime de mando, caracterizado pelo pagamento para a prática de homicídio qualificado.
Uma câmera de segurança registrou o momento em que Renato caminha até a porta do escritório, é atingido pelos disparos e cai no chão.
O advogado morreu um dia após ser baleado. O corpo dele foi sepultado em Cuiabá, na manhã do dia 7 de julho.
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