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Polícia Civil flagra desmate ilegal em área de conservação em Barão de Melgaço

Foram apreendidos uma pá escavadeira funcionando em plena operação, um veículo e pacotes de sementes para plantio de pastagem

Ação da Polícia Civil interrompeu a prática de desmate ilegal em uma área de conservação ambiental na região de Barão de Melgaço, na tarde de quinta-feira (26). Uma pessoa foi detida em flagrante delito.

No local, a Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) apreendeu uma pá escavadeira em plena operação, um veículo Fiat Strada com pacotes de sementes para plantio de pastagem e um reservatório de combustível para capacidade de mil litros.

Durante as diligências investigativas, os policiais civis da Dema flagraram uma atividade de desmatamento irregular em área protegida ocorrendo no município de Barão de Melgaço.

A equipe avistou uma pá escavadeira fazendo a derrubada de vegetação nativa e preparação do solo para formação de pastagem. A cena despertou suspeitas quanto à legalidade da intervenção ambiental.

Os investigadores encaminharam as coordenadas geográficas do local à Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso, que realizou consulta imediata no sistema e confirmou que a área não possuía autorização para desmate.

Diante da ausência da Licença Ambiental e Cadastro Ambiental Rural (CAR) e em razão da área se tratar de Unidade de Conservação da Estrada Parque Santo Antônio–Porto de Fora–Barão de Melgaço, a atividade é considerada ilegal.

Abordagem

Na ocasião, o operador da máquina contou que havia sido contratado para realizar o desmate e preparar o terreno. Em contato telefônico o contratante confirmou a versão do contratado.

Outro indivíduo que estava no local conseguiu fugir. Ele foi identificado como o proprietário da Saveiro de cor branca, com pacotes de sementes destinadas à formação de pastagem (material compatível com a conversão de área nativa) no interior do veículo.

Em seguida os equipamentos foram apreendidos e o operador da máquina detido para esclarecimentos. Os envolvidos responderão pelos crimes ambientais: destruição de vegetação em área protegida, dano a unidade de conservação, eventual transporte ou uso de produtos de origem ilegal, em concurso de pessoas.

O trabalho contou com apoio do Batalhão de Proteção Ambiental que esteve no local e realizou as sanções administrativas como embargo e notificação para concluir a valoração do dano e multa administrativa.

A investigação segue em andamento para apurar responsabilidades e eventuais desdobramentos do caso.

O Noroeste

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