O professor de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Jofran Oliveira, publicou uma carta aberta em homenagem ao filho, Levi José Trindade e Oliveira
Quase um mês após a tragédia que chocou Mato Grosso, o professor de Engenharia Agrícola da Universidade Federal de Rondonópolis (UFR), Jofran Oliveira, publicou uma carta aberta nas redes sociais pedindo perdão ao filho de três anos, morto após ser esquecido dentro do carro.
No texto, divulgado nesta segunda-feira (13), ele reconhece a falha e afirma que carregará a culpa pelo resto da vida. Em um desabafo comovente, diz não encontrar explicações para o ocorrido e relata o impacto devastador da perda.
“Como pude esquecer a minha vida naquele carro? […] Não tenho desculpas, só culpa. Meu mundo explodiu”, escreveu. O professor também afirmou que desejou trocar de lugar com o filho e descreveu o sentimento como a maior dor que já experimentou.
“A minha fragilidade nos levou a uma tragédia, e eu levarei essa dor dentro do meu coração pelo resto da minha vida”, afirmou.
A tragédia ocorreu no dia 19 de março. Segundo as informações, Jofran chegou à universidade por volta das 13h30 para iniciar suas atividades e acabou esquecendo o menino na cadeirinha, no banco traseiro do veículo.
Apenas cerca de quatro horas depois, ao retornar ao estacionamento, ele percebeu o que havia acontecido. A criança já estava sem sinais vitais.
Na carta, o professor relembra momentos vividos com o filho desde a gestação, destacando o quanto a criança foi desejada pela família e o amor intenso que nutria pela mãe. Ele também menciona episódios marcantes da convivência e demonstra a saudade deixada.
“Você me transformou na sua chegada e na sua partida. O buraco que está em meu coração eu ofereço a Deus”, escreveu.
No dia da ocorrência, Jofran passou mal, foi socorrido e encaminhado a uma unidade de saúde. De acordo com relatos, ele sofreu um princípio de infarto e precisou ser sedado.
O professor afirmou ainda que encontrou forças no apoio da esposa, familiares, amigos e da comunidade religiosa. Segundo ele, a fé tem sido essencial para enfrentar o luto.
Ao final da carta, ele se despede do filho e diz que aguarda o dia de reencontrá-lo. “Te amei, te amo e para sempre te amarei”, concluiu.
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