O governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta (Republicanos), afirmou nesta sexta-feira (8) que aguarda o avanço das investigações da Operação Emenda Oculta antes de emitir qualquer posicionamento sobre o caso que envolve o deputado estadual Elizeu Nascimento (Novo) e o vereador por Cuiabá Cezinha Nascimento (União Brasil).
Ao comentar o assunto, Pivetta disse confiar no trabalho conduzido pelos órgãos de investigação e afirmou que ainda não teve acesso ao conteúdo detalhado do inquérito.
“Ouvi falar do caso pela imprensa, como todo mundo. Confio muito na Justiça, na polícia e nas instituições responsáveis pela investigação”, declarou.
O governador ressaltou ainda que prefere aguardar a conclusão das apurações antes de fazer qualquer avaliação sobre o episódio. “Não vou emitir opinião antes de conhecer a realidade dos fatos e ter um desfecho das investigações”, completou.
A Operação Emenda Oculta foi deflagrada pelo Ministério Público Estadual e pela Polícia Civil no último dia 30 de abril. O foco da investigação é um suposto esquema de desvio de recursos públicos provenientes de emendas parlamentares destinadas ao Instituto Social Mato-Grossense (ISMAT) e ao Instituto Brasil Central (Ibrace).
De acordo com as investigações, os valores enviados às entidades seriam posteriormente transferidos à empresa Sem Limite Esporte e Evento LTDA, que, em seguida, devolveria parte dos recursos aos agentes políticos ligados às indicações das emendas.
Os investigadores apontam que Elizeu Nascimento teria encaminhado mais de R$ 7,7 milhões ao ISMAT por meio de emendas parlamentares. A suspeita é de que ele e o irmão, Cezinha Nascimento, tenham recebido cerca de R$ 720 mil oriundos do esquema investigado.
Ainda conforme o inquérito, foram identificados saques em dinheiro vivo nos valores de R$ 250 mil, R$ 350 mil e R$ 120 mil, realizados entre dezembro de 2025 e janeiro deste ano. Para os investigadores, a movimentação em espécie pode ter sido utilizada para dificultar o rastreamento dos recursos.
As declarações de Pivetta ocorrem em meio ao debate sobre a utilização de dinheiro público em eventos festivos nos municípios. Nas últimas semanas, o governador tem defendido restrições ao uso de recursos estaduais para custear shows e festividades, argumentando que muitas cidades ainda enfrentam dificuldades em setores considerados prioritários, como a Saúde.
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