Denúncia foi baseada em novas informações reveladas durante o julgamento que condenou Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves a dois anos de prisão pelo assassinato de um policial militar.
A Justiça de Mato Grosso aceitou denúncia do Ministério Público de Mato Grosso (MPMT) e tornou réu o ex-investigador da Polícia Civil Mário Wilson Vieira da Silva Gonçalves por tentativa de homicídio contra o investigador Walfredo Raimundo Adorno Moura Júnior.
A decisão, assinada nessa terça-feira (26), aponta que a acusação preenche os requisitos legais para a abertura da ação penal.
Neste mês, Mário Wilson foi condenado pelo assassinato do policial militar Thiago de Souza Ruiz após três dias de julgamento. A nova acusação tem como base informações que foram reveladas durante a sessão.
A reportagem tenta localizar a defesa de Mário.
Segundo o MP, Walfredo, que atuou como testemunha ocular do homicídio durante o julgamento, relatou ter sido alvo direto dos disparos feitos pelo denunciado. O investigador afirmou que escapou de ser atingido por pouco e precisou recuar para não ser alvejado.
Ele disse ainda que não havia revelado anteriormente essa circunstância por receio, já que o acusado era seu colega de profissão. Conforme o Ministério Público, o relato da testemunha é compatível com as imagens registradas por câmeras de segurança.
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Condenação por morte de PM
No terceiro e último dia de julgamento, Mário Wilson foi condenado a dois anos de prisão pelo assassinato do policial militar Thiago de Souza Ruiz, em Cuiabá. O crime ocorreu em abril de 2023, em uma conveniência da capital.
O Conselho de Sentença reconheceu que o investigador foi o autor dos disparos que atingiram o policial militar e não absolveu o acusado. A defesa de Mário Wilson informou que vai analisar se recorrerá ou não da decisão.
Relembre o caso

Em abril de 2023, as equipes do Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) e da Corregedoria-Geral foram acionadas para atender uma ocorrência de homicídio em uma conveniência de um posto de combustível ao lado da Praça 8 de abril, na capital.
Segundo a polícia, Thiago foi socorrido e encaminhado para um hospital particular, onde foi realizado procedimento de reanimação, mas ele não resistiu aos ferimentos.
Na época, a PM informou que uma equipe foi até o hospital e encontrou o policial suspeito, que entregou as armas.
O policial civil foi preso em flagrante por homicídio qualificado, ainda no dia do crime, após se apresentar na delegacia.




