A disputa pelo comando da Câmara de Cuiabá para o biênio 2027-2028 ganhou novos contornos após um acordo político firmado entre a presidente da Casa, Paula Calil, e os vereadores Dilemário Alencar e Baixinha Giraldelli. O entendimento consolidou um bloco de 14 parlamentares em torno da sucessão da Mesa Diretora, cuja eleição está prevista para agosto.
A articulação foi concluída durante um jantar realizado na residência de Paula na noite de segunda-feira (22). O encontro reuniu vereadores aliados, além do prefeito Abilio Brunini e do secretário de Governo, Ananias Filho.
Nos bastidores, o grupo definiu uma estratégia em duas etapas. A prioridade é viabilizar uma alteração no Regimento Interno que permita a recondução de Paula ao cargo. Para isso, entretanto, são necessários 18 votos em plenário, número que ainda está distante da base atualmente consolidada.
Sem garantia de apoio suficiente para aprovar a mudança, os parlamentares já acertaram uma alternativa. Caso a proposta não avance, Dilemário será lançado como candidato do bloco à presidência da Câmara, tornando-se o nome de consenso para enfrentar a disputa.
A principal resistência vem de vereadores alinhados à candidatura de Ilde Taques, que rejeitam qualquer modificação nas regras atuais e trabalham para impedir a reeleição da presidente.
Participaram da reunião os vereadores Demilson Nogueira, Rafael Ranalli, Kassio Coelho, Adevair Cabral, Marcus Brito Jr., Wilson Kero Kero, Mario Nadaf, Tenente-Coronel Dias, Marcrean Santos, Cezinha Nascimento e Samantha Íris, além de Paula, Dilemário e Baixinha.
Antes do acordo ser fechado, contudo, o grupo precisou superar divergências internas. Segundo relatos de participantes das negociações, o vereador Demilson Nogueira defendeu que seu nome fosse escolhido para liderar o projeto político do bloco na disputa pela presidência da Casa.
A proposta provocou um debate acalorado durante uma reunião realizada nos últimos dias no Palácio Alencastro. Fontes ouvidas pela reportagem afirmam que houve troca de argumentos entre parlamentares diante da insistência de Demilson em permanecer na disputa.
Com a maioria dos aliados convergindo para Dilemário, Demilson acabou retirando sua pretensão e aderiu ao entendimento construído pelo grupo, encerrando o impasse e abrindo caminho para a definição da estratégia eleitoral.
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