A tutora contou que a volta para casa foi marcada por alívio e emoção. — Foto: Reprodução
Teddy, o cachorro que sofreu queimaduras de segundo grau após tomar banho em um pet shop clandestino em Cuiabá, recebeu alta nesta sexta-feira (26), após 44 dias de internação. O animal estava internado desde 13 de maio, quando voltou para casa com ferimentos graves depois de passar pelo estabelecimento.
O caso veio à tona após a tutora denunciar o pet shop clandestino, que funcionava no Bairro Jardim das Palmeiras, em Cuiabá. Segundo a Polícia Civil, Teddy foi devolvido à dona com queimaduras de segundo grau, acompanhado de uma pomada para queimaduras e um frasco de dipirona, medicamentos que teriam sido administrados enquanto ele permaneceu no local.
Segundo a equipe veterinária que atendeu o cachorro, Teddy apresentou áreas de necrose na pele, dificuldade para manter a temperatura corporal e risco de infecções causadas pelas queimaduras. Ele também precisou receber transfusão de sangue.
Mesmo com a alta, Teddy continuará em acompanhamento veterinário. De acordo com a tutora, Maria Lucilene Silva Barros, o cachorro ainda precisará passar por curativos diários e sessões de laser para auxiliar na cicatrização.
“Agora, todos os dias eu vou levá-lo duas vezes para fazer o curativo e três vezes na semana para o laser, de manhã e no fim da tarde. Mas ele está bem”, disse.
A tutora contou que a volta para casa foi marcada por alívio e emoção.
“Uma emoção misturada com gratidão de uma felicidade tão grande. Muita alegria, felicidade e paz no coração de tudo ter dado certo. […] Agora ele está aqui, querendo todo o carinho possível. Está tudo bem, graças a Deus, em casa”, afirmou.
Teddy segue internado e sem previsão de alta
O caso ganhou repercussão após Teddy sofrer queimaduras de segundo grau durante um banho em um pet shop irregular no bairro Jardim das Palmeiras.
Teddy foi devolvido à tutora com queimaduras de segundo grau em várias partes do corpo. O cão foi internado em estado grave e deve passar por uma transfusão de sangue nesta segunda-feira (18).
Segundo os veterinários responsáveis pelo atendimento, o cachorro apresenta áreas de necrose na pele e o organismo tem dificuldade para manter a temperatura corporal adequada. A equipe médica também monitora possíveis infecções secundárias causadas pelas queimaduras.
A tutora do animal, Maria Lucilene Silva Barros, contou que foi a primeira vez que levou Teddy ao estabelecimento identificado como “Luxo Banho e Tosa”. Ela afirmou que o cachorro saiu de casa sem ferimentos e retornou horas depois com lesões graves.
A polícia informou que os proprietários já foram identificados, mas ainda são procurados para prestar esclarecimentos. Já o Procon disse que o pet shop funcionava de forma irregular, sem registro de funcionamento, e já possui outras reclamações registradas.
A dona do pet shop, de 45 anos, foi autuada pela Delegacia Especializada do Meio Ambiente (Dema) por suspeita de fraude processual, mas pagou fiança de R$ 4,8 mil, cerca de três salários mínimos, e foi liberada em seguida.
Segundo o delegado Guilherme Pompeo, a investigada era procurada desde o início das apurações e se apresentou na delegacia acompanhada de um advogado para prestar depoimento.
Durante o interrogatório, ela afirmou que as queimaduras teriam sido provocadas por um defeito em uma máquina secadora usada durante o banho do animal. Conforme a versão apresentada, o equipamento teria superaquecido sem que ela percebesse.
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