A retirada do secretário de Infraestrutura e Logística, Marcelo Padeiro, de uma convocação na Assembleia Legislativa de Mato Grosso (ALMT) gerou forte reação do presidente da Casa, deputado Max Russi. O chefe da pasta alegou problemas de saúde para deixar o plenário antes de concluir suas declarações, mas Russi alertou que o episódio não impede um novo chamado por parte dos parlamentares.
Em entrevista à imprensa, o presidente do Poder Legislativo demonstrou flexibilidade com a condição clínica do secretário, mas foi enfático sobre a obrigação institucional do cargo.
“Ele saiu por questões de saúde. A gente não tem como aferir isso. Nós temos um ambulatório aqui que poderia ter sido utilizado, mas se é uma questão de saúde você tem que entender, é próprio da pessoa. Mas nada disso impede que ele possa vir nos próximos dias”, ponderou Max Russi.
De acordo com o presidente da ALMT, os deputados estaduais mantêm a prerrogativa de reconvocar o secretário caso entendam que as explicações dadas até o momento foram insuficientes. “Se os deputados entenderem que ele deve retornar a esta Casa para novos esclarecimentos, ele terá que vir”, disse. “Nada impede que ele venha tirar dúvidas que possam ter ficado pendentes”, emendou Max Russi.
O presidente da ALMT rechaçou qualquer hipótese de perseguição política contra o secretário ou o governo, destacando que o foco da Assembleia é a cobrança por resultados práticos na infraestrutura do estado. O deputado criticou a constante quebra de prazos na entrega de obras públicas.
“Se você é convocado, tem que falar, independente se vai passar mal ou algo nesse sentido. A convocação é justamente pra falar. Não é esclarecimento ao deputado, é esclarecimento a Mato Grosso”, afirmou. “A Assembleia não quer perseguir ninguém, nada nesse sentido. A obra não acontece, dá uma data e nada, outra data e nada, não se conclui”, desabafou o presidente da Casa de Leis.


