Operação flagra mineradora furtando energia e filho do proprietário é preso pela Polícia Civil I MT

Uma mineradora localizada em Poconé (a 104 km de Cuiabá) foi alvo de operação de combate ao furto de energia elétrica na última sexta-feira (31). A ação, realizada pela Energisa Mato Grosso, Polícia Civil e Politec, resultou na detenção em flagrante do filho do proprietário da empresa, suspeito de manter a ligação clandestina que abastecia a estrutura utilizada na atividade de mineração.

A unidade estava oficialmente desligada desde 2022 e acumula mais de R$ 180 mil em débitos. A fiscalização foi desencadeada após denúncia encaminhada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp). Durante a inspeção, as equipes constataram que, apesar de constar como desligada, a mineradora seguia operando normalmente por meio de uma ligação irregular.

No local, foram encontrados um transformador de 225 kVA, outros dois de 150 kVA e sete motores em funcionamento, todos alimentados pela rede elétrica de forma clandestina. Além da fraude, a empresa acumula mais de R$ 180 mil em débitos junto à concessionária.

“Não é uma ligação clandestina qualquer, feita às pressas. É uma estrutura montada para sustentar uma operação industrial inteira, com transformadores e motores funcionando continuamente. Isso demonstra planejamento e reforça a importância da Operação Energia Limpa para identificar e responsabilizar quem utiliza esse tipo de fraude”, afirma Luciano Lima, gerente de Combate a Perdas da Energisa Mato Grosso.

No momento da fiscalização, o filho do proprietário estava trabalhando na unidade e foi conduzido à delegacia para a adoção das medidas legais cabíveis.

Em outra ação realizada na última semana, no bairro Cohab São Gonçalo, em Cuiabá, uma oficina de motocicletas, uma distribuidora de bebidas e um estúdio de tatuagens também foram flagrados recebendo energia por meio de um ramal ligado diretamente à rede de distribuição. Como os imóveis eram alugados, o proprietário dos imóveis, que acompanhava a fiscalização, foi conduzido à delegacia.

Operação Energia Limpa

Os dois casos fazem parte da Operação Energia Limpa, força-tarefa permanente de combate ao furto e à fraude de energia em Mato Grosso. Somente neste ano, a operação já resultou na prisão de 160 pessoas em diversas regiões do estado.

Além de crime, o furto de energia provoca prejuízos para toda a sociedade. A prática compromete a qualidade do fornecimento, sobrecarrega a rede elétrica, pode provocar interrupções no serviço e aumenta o risco de acidentes graves, como choques elétricos e incêndios.

Previsto no artigo 155 do Código Penal, o furto de energia pode resultar em responsabilização criminal. A Energisa reforça que denúncias de furto ou fraude de energia podem ser feitas de forma anônima pelos canais oficiais de atendimento da distribuidora ou diretamente às forças de segurança como o 190, 181 ou 197.

O Noroeste

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