O motorista brasileiro terá um alívio imediato no bolso ao encostar o veículo no posto de combustível. Em resposta à disparada do preço internacional do petróleo, que voltou a ultrapassar a barreira dos US$ 100 por barril devido às tensões no Oriente Médio, o governo federal anunciou nesta quarta-feira (9/9) um pacote robusto para segurar os preços da gasolina, do etanol e do diesel em todo o país.
As novas regras passam a valer nesta quinta-feira (10/9) e combinam a redução de impostos federais com o pagamento de subsídios diretos às distribuidoras e refinarias.
A estratégia substitui medidas anteriores por um alívio tributário mais agressivo, válido inicialmente até o dia 5 de outubro:
Para bancar a operação sem estourar o limite de gastos, o Executivo abriu um crédito extraordinário de R$ 6,6 bilhões. A prioridade financeira é o diesel, já que mais de 25% do combustível consumido no Brasil vem do exterior, deixando o frete de cargas altamente vulnerável ao mercado internacional.
Do valor total liberado, R$ 5,6 bilhões serão destinados exclusivamente para cobrir a subvenção do diesel rodoviário, enquanto a Agência Nacional do Petróleo (ANP) cuidará da fiscalização para garantir que o desconto chegue às bombas.
As medidas buscam conter o efeito dominó da crise geopolítica no Estreito de Ormuz, rota por onde passa 20% do comércio mundial de petróleo.
Mesmo com a volatilidade externa, o governo destaca que a política de subsídios vem funcionando: entre fevereiro e setembro, o preço da gasolina subiu 3,3% no Brasil, frente a uma alta global média de 20,8%. O Ministério da Fazenda informou que os mecanismos poderão ser prorrogados ou ajustados caso a instabilidade no exterior continue.
*Sob supervisão de Gene Lannes
Fonte: Agência Brasil
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