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Brad Pitt revela qual filme o fez desistir de abandonar a carreira aos 30 anos

Brad Pitt, hoje aos 61 anos e consagrado como um dos principais nomes de Hollywood, revelou que esteve perto de abandonar a carreira de ator aos 30 anos. O motivo da reviravolta foi o filme “Seven – Os Sete Crimes Capitais” (1995), dirigido por David Fincher. A produção marcou uma virada na trajetória do ator, que já acumulava sucessos como “Thelma & Louise” e “Entrevista com o Vampiro”, mas enfrentava um período de forte desilusão com a indústria.

Durante participação no podcast “Armchair Expert”, Pitt contou que viveu um momento de crise em 1994, após experiências negativas em grandes sets. “Eu acordava, fumava, bebia quatro Coca-Colas com gelo e não comia nada”, relembrou. “Nesse verão em específico, eu assisti ao julgamento de O. J. Simpson e tentava descobrir ‘o que eu vou fazer agora?’”.

A mudança veio quando sua agente, Cynthia Pett-Dante, enviou o roteiro de Seven. Em um primeiro momento, ele não se interessou pela história. “Li as primeiras sete páginas e liguei para ela. ‘Você tá me zoando? É o clichê do policial velho querendo se aposentar e o novo chega enquanto ele está admirando os seus troféus?’ Ela me respondeu: ‘Só termine de ler’”, contou.

Ao conhecer Fincher, Pitt mudou de ideia. “Ele estava falando sobre filmes de uma maneira que eu nunca tinha ouvido ninguém falar. Eu fiquei energizado novamente. Me revigorou da forma que eu estava precisando desde o começo”, afirmou.

No filme, Brad Pitt interpreta o detetive David Mills, que investiga assassinatos relacionados aos sete pecados capitais ao lado do personagem de Morgan Freeman. O longa se tornou um marco do suspense policial e consolidou a carreira do ator, além de dar início a uma parceria duradoura com Fincher, com quem também fez “Clube da Luta” (1999) e “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008).

Pitt também revelou ter exigido que o final impactante do filme fosse mantido.

“Em Seven, eu coloquei no meu contrato: a cabeça da esposa permanece na caixa”, disse, referindo-se à cena final que se tornou uma das mais icônicas da década. “Também coloquei que meu personagem matava John Doe. Quando chegou a hora, tentaram mudar isso, dizendo que ele seria mais heroico se não o fizesse. Mas eu disse ‘Sim, ele seria. Mas ele não é’”, completou.

O ator também relatou outras tentativas de suavizar o desfecho. “Disseram ‘É demais deixar a cabeça da esposa. E se fossem as cabeças dos cachorros?’ E eu não deixei”, revelou.

O Noroeste

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