Nataly Helen Martins Pereira, presa por assassinar a adolescente Emilly Beatriz Azevedo Sena, de 16 anos, aos nove meses de gestação para roubar o bebê, em março, será julgada pelo Tribunal do Júri. A decisão do juiz da 14ª Vara Criminal de Cuiabá Francisco Ney Gaíva é dessa sexta-feira (18). Ainda não foi definida a data do julgamento.
A Justiça de Mato Grosso acolheu a denúncia da 27ª Promotoria de Justiça Criminal da capital que denunciou Nataly por oito crimes.
O magistrado ainda manteve a prisão preventiva da acusada e rejeitou o pedido da defesa para exame de insanidade mental, por falta de provas de que a ré não tinha capacidade de entender a gravidade das ações.
De acordo com a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), Nataly asfixiou Emilly e praticou o crime por motivo torpe e cruel, com recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com o intuito de roubar o recém-nascido da adolescente.
A recém-nascida teve alta médica do Hospital Beneficente Santa Helena, em Cuiabá, após passar por exames. Ela está na casa da família da mãe, aos cuidados da avó materna e do pai.
De acordo com as investigações, a suspeita simulou uma gravidez por meses, apresentando exames falsos e fotos adulteradas para enganar os familiares. A vítima foi atraída com a promessa de receber doações de roupas e levada para uma casa no bairro Jardim Florianópolis, em Cuiabá, onde foi morta.
Laudos periciais confirmam que a adolescente sofreu asfixia e teve o abdômen aberto ainda com vida, resultando em choque hipovolêmico hemorrágico. Além disso, o corpo apresentava diversas lesões, incluindo marcas de socos no rosto e sinais de contenção nos punhos e tornozelos, amarrados com cabos de internet. O corpo foi enterrado em uma cova rasa, com parte da perna visível.
Nataly procurou o Hospital Santa Helena, em Cuiabá, para registrar o bebê recém-nascido, com a alegação de que a criança tinha nascido em casa.
A equipe médica estranhou o comportamento da mulher, que afirmava ter dado à luz recentemente. Diante da suspeita, os profissionais acionaram a polícia, que deteve o casal e os encaminhou à delegacia. Exames mais detalhados serão realizados para determinar se a mulher estava, de fato, grávida.
A mãe da jovem foi até o hospital, onde a criança permaneceu após a equipe médica da unidade chamar a polícia.
Durante o interrogatório, Nataly confessou o crime e afirmou ter agido sozinha, com o objetivo de ficar com o bebê da vítima.
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