Um homem, de 30 anos, foi preso suspeito de desviar R$ 100 mil da empresa de cerâmica, onde trabalhava, pouco antes de pedir demissão, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, nessa segunda-feira (11). Ele era responsável pelo setor financeiro.
O gerente da empresa procurou a polícia e relatou que o funcionário trabalhava na empresa há um ano. Ao pedir demissão, ele concordou em fazer o exame demissional e retornar à empresa para entregar o documento. No entanto, ele não apareceu.
Segundo a Polícia Civil, quando o gerente foi realizar o fechamento financeiro, percebeu que o funcionário havia acessado a conta jurídica indevidamente e feito um pix de R$ 100 mil para a própria conta bancária, na mesma manhã.
O gerente ainda apresentou diversos comprovantes de transferências feitas pelo funcionário, demonstrando que os furtos ocorriam há vários meses. De acordo com ele, o suspeito gerou um prejuízo de R$ 140.407,93 desde maio, mas acredita que o valor total possa ultrapassar os R$ 200 mil. A polícia irá investigar a compra de um carro à vista, feita pelo suspeito no dia 22 de julho.
A equipe policial solicitou as imagens de segurança da empresa, que mostraram o funcionário na sala onde trabalhava, fazendo a transferência em um computador.
Ao chegar na casa do suspeito, a equipe encontrou roupas dele e da esposa arrumadas em cima de uma cômoda, como se estivessem prontos para viajar, segundo a polícia. Ao ser questionado sobre o dinheiro, ele não soube explicar e foi preso em flagrante por furto qualificado pela fraude e abuso de confiança. Ele também teve o celular apreendido.
A Justiça de Mato Grosso converteu a prisão do suspeito em preventiva e bloqueou bens e valores das contas bancárias dele, para ressarcir a vítima no fim das investigações.
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