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Clínica de estética é fechada em Cuiabá por aplicar medicamento anti-idade proibido no Brasil e armanezar substâncias vencidas

Duas clínicas de estética foram interditadas em Cuiabá pela Polícia Civil e Vigilância Sanitária por armazenarem medicamentos vencidos, sem registro de data de abertura, importados ilegalmente e sem registro na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Segundo a polícia, em um dos locais, também foi apreendido o produto Toskani Silicor (TNK Silicor), cuja comercialização e uso são proibidos no Brasil

A operação foi cumprida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor (Decon) da Polícia Civil e a Vigilância Sanitária Municipal de Cuiabá, entre essa quarta (3) e quinta-feira (5). Na ocasião, duas empresas foram fechadas por apresentarem diversas irregularidades consideradas graves.

Segundo a polícia, a responsável por uma das clínicas acumula mais de sete mil seguidores nas redes sociais, oferecendo serviços de harmonização facial e corporal para homens e mulheres. As postagens exibem supostos resultados de aumento de seios e glúteos semelhantes aos de implantes de silicone, mas obtidos exclusivamente por meio da aplicação de substâncias injetáveis.

Na quinta-feira (4), a fiscalização alcançou uma empresa de atendimento móvel de urgências, situada no Bairro Quilombo, que atuava na prestação de serviços de ambulância em eventos e, possivelmente, em atendimentos domiciliares de home care. A equipe constatou que o estabelecimento funcionava sem responsável técnico, sem alvará de funcionamento e com veículos em situação irregular.

Conforme as investigações, em uma das clínicas foram encontrados medicamentos e insumos vencidos, fracionados de forma inadequada e armazenados sem controle de temperatura, além do descarte irregular de objetos perfurocortantes. Também foi identificado um consultório médico improvisado, com indícios de que consultas eram realizadas clandestinamente.

Diante das irregularidades, as duas empresas foram interditadas e multadas pela Vigilância Sanitária. O delegado da Decon, Rogério Ferreira, informou que serão instaurados procedimentos investigativos para apurar responsabilidades e possíveis crimes contra a saúde pública.

Segundo ele, as fiscalizações foram importantes e resultaram na apreensão de medicamentos vencidos e armazenados de forma irregular, em empresas que prometiam resultados milagrosos e lidavam diretamente com a saúde dos pacientes, mas que, com essas práticas, poderiam causar sérios danos aos consumidores.

A operação foi cumprida pela Delegacia Especializada de Defesa do Consumidor — Foto: Polícia Civil de Mato Grosso

O Noroeste

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