O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, nesta quarta-feira (3), que a Prefeitura de Poxoréu, a 259 km de Cuiabá, adote uma série de medidas para corrigir falhas estruturais, pedagógicas, de gestão e de segurança em cinco escolas do município. O prazo é de 60 dias para apresentar comprovação das providências adotadas.
Em nota, a prefeitura esclareceu que está ciente do parecer do MPF e que a gestão municipal acompanhou a equipe do Ministério Público durante as visitas técnicas. A prefeitura reforçou que medidas de melhorias e adequações já estão sendo tomadas, e que possui dois projetos de construções de escolas e uma creche para atender 150 alunos. Já a escola em tempo integral já está no processo de licitação.
As irregularidades foram identificadas pelo Ministério Público pela Educação, após vistorias nas unidades escolares, análise de documentos e realização de escutas públicas com a comunidade.
Entre os principais problemas apontados estão banheiros inadequados para a faixa etária dos alunos, falta de áreas de recreação, quadras poliesportivas e espaços pedagógicos essenciais, como biblioteca e sala de informática. As equipes também encontraram instalações elétricas precárias, infiltrações e estruturas comprometidas.
Escolas vistoriadas e principais irregularidades
Apesar de Poxoréu ter recebido mais de R$ 85 mil em repasses em 2023 e 2024, a prefeitura ainda não concluiu a construção da escola de tempo integral prevista em um Termo de Compromisso de R$ 11,8 milhões.
Entre outras irregularidades constatadas pelo MP, algumas escolas possuem risco aparente de incêndio, têm extintores com prazo de validade vencido ou não colocado na parede da escola em local próprio e a ausência de Plano de Prevenção e Proteção contra Incêndio (PPCI), assim como riscos estruturais.
O MPF reforça que as correções são essenciais para garantir a segurança dos estudantes e o funcionamento adequado das escolas da rede municipal. As recomendações também indicam a vistoria do Corpo de Bombeiros para verificar aos problemas encontrados pelo órgão.
Outros problemas
O Ministério Público também determinou que o município adquira novos ônibus escolares para atender à demanda. Segundo o MPF, há casos em que alunos deixam a escola às 16h30 e só chegam em casa entre 20h e 20h30 devido à precariedade do transporte.
A análise do MPF ainda apontou falta de professores e dificuldades relacionadas ao acesso à internet e à ausência de equipamentos essenciais para as atividades pedagógicas.
Outro problema identificado refere-se ao Programa Escola em Tempo Integral. O MPF encontrou divergências entre as matrículas declaradas pelo município e os dados informados no sistema federal.
A determinação foi assinada pela procuradora da República, Ludmila Bortoleto Monteiro.
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