Um homem de 36 anos, suspeito de criar perfis falsos na internet para chantagear e abusar sexualmente de crianças e adolescentes foi preso em Crateús (CE), a pedido da Polícia Civil de Mato Grosso, nesse sábado (14). Segundo as investigações, ele pode ter feito mais de 50 vítimas em todo o país.
Conforme o boletim de ocorrência, a investigação foi conduzida pela Delegacia de Alto Araguaia, a 426 km de Cuiabá, e teve início em abril do ano passado, após familiares de uma criança de 11 anos, moradora do município, descobrirem que a vítima foi forçada a publicar uma imagem da região íntima em uma rede social.
À polícia, os familiares informaram que, após a publicação, a vítima passou a sofrer episódios de bullying na escola, o que gerou abalo emocional e constrangimento. A partir disso, a Delegacia de Alto Araguaia identificou um padrão de abordagem do suspeito e conseguiu reunir provas que levaram à prisão.
Segundo o delegado responsável pelo caso, Marcos Paulo Batista de Oliveira, a investigação exigiu atuação técnica e contínua, pois crimes na internet apresentam risco de exclusão de provas, multiplicação de perfis e repetição da conduta em pouco tempo.
Ele explicou ainda que as investigações apontaram que o suspeito apresentava um perfil predatório, utilizava estratégias de manipulação, pressão psicológica e insistência para se aproximar das vítimas.
As investigações mostraram que o investigado explorava a vulnerabilidade das crianças e adolescentes, se escondendo atrás de perfis falsos nas redes sociais, e que a conduta envolvia a obtenção de material íntimo, seguido de ameaças e chantagens.
Após identificar e localizar o suspeito, a Polícia Civil de Mato Grosso acionou a Polícia Civil do Ceará para efetuar a prisão, já que ele reside em Crateús (CE). Em 27 de janeiro, foram cumpridos mandados de busca e apreensão na casa do investigado, onde foram recolhidos celulares e outros aparelhos eletrônicos.
A Justiça decretou a prisão preventiva do homem após a análise do material apreendido em seus celulares indicar a existência de outras vítimas em diferentes estados. Após a conclusão do inquérito, ele deve responder por crimes envolvendo exploração de menores na internet, com penas que podem chegar a 13 anos de prisão, além de multa.
A Polícia Civil continua a investigação para identificar outras possíveis vítimas e consolidar provas técnicas.
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